A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu nesta quarta-feira (20/8), investigação que apurou o crime de estupro praticado por um homem, de 57 investigado por estupro praticado em desfavor de uma jovem de 25 anos, em Januária, no Norte de Minas. O suspeito, que foi preso preventivamente, em 3 de julho deste ano, se apresentava como “pai de santo”, teria se aproveitado da confiança da vítima para cometer os crimes.
A investigação iniciou no dia 3 de agosto de 2024 após a vítima procurar a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) relatando que conheceu o investigado durante trabalhos espirituais de umbanda e quimbanda. Conforme explicou, o homem teria exigido dinheiro, objetos para rituais e, posteriormente, sob alegações de orientações espirituais, passou a violentá-la sexualmente.
Segundo a vítima, os abusos ocorreram em diferentes ocasiões, inclusive sem uso de preservativos, mediante ameaças psicológicas de que entidades poderiam lhe causar mal caso não obedecesse às ordens do suspeito. Ela contou ainda que chegou a ingerir comprimidos abortivos inseridos pelo investigado durante um dos episódios de violência sexual.
A jovem afirmou que, temendo represálias espirituais e físicas, não conseguiu resistir às investidas. O suspeito, segundo os relatos, frequentava a residência dela como se fosse parte da família, aproveitando-se de momentos em que o companheiro da vítima não estava presente para praticar os abusos.
A delegada da Polícia Civil responsável pelo caso, Natália Moura, explicou que diante da gravidade dos fatos, solicitou a prisão preventiva do investigado. O mandado foi expedido em 27 de maio deste ano e cumprido no início de julho.
“O investigado utilizava-se de manipulação psicológica e da fé da vítima para cometer os crimes. A prisão preventiva foi fundamental para garantir a segurança dela, além de assegurar a continuidade das investigações”, afirmou.
O inquérito policial foi concluído e enviado para a Justiça e o investigado permanece preso no Sistema Prisional.
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