Vinte e oito municípios que integram a área de atuação da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros iniciam nesta sexta e segunda-feira, 1º e 4 de agosto, respectivamente, a campanha de vacinação antirrábica. Para o trabalho a ser implementado até a primeira quinzena de outubro a SRS repassou às secretarias municipais de saúde mais de 253 mil doses de vacinas.
Ildenir Meireles Barbosa, referência técnica da Coordenadoria de Vigilância em Saúde da SRS de Montes Claros explica que “assim como nos anos anteriores, o quantitativo de animais a serem vacinados tem acréscimo de 5% em relação ao ano anterior. A partir do início da vacinação, os municípios têm prazo de 45 dias para concluir os trabalhos nas zonas urbanas e rurais, visando criar ambiente desfavorável à proliferação e disseminação do vírus da raiva”.
As localidades que comunicaram à Superintendência Regional de Saúde o início da campanha de vacinação nesta sexta-feira são: Bocaiúva; Jequitaí e Joaquim Felício. Já no dia 4 de agosto a vacinação será iniciada em Catuti; Coração de Jesus; Curral de Dentro; Espinosa; Francisco Dumont; Fruta de Leite; Indaiabira; Jaíba; Juramento; Matias Cardoso; Mato Verde; Mirabela; Monte Azul; Montes Claros; Novorizonte; Olhos D´Água; Riacho dos Machados; Rio Pardo de Minas; Rubelita; Santa Cruz de Salinas; São João do Pacuí; São João do Paraíso; Taiobeiras; Vargem Grande do Rio Pardo e Verdelândia.
Nos demais municípios que integram a área de jurisdição da Superintendência Regional de Saúde a vacinação antirrábica está programada para ser iniciada entre os dias 7 de agosto e 1º de setembro.
Entre as localidades que receberam maior quantidade de doses de vacinas estão: Montes Claros (54 mil); Bocaiúva (12.650); Francisco Sá (12.500); Janaúba (12.150); Rio Pardo de Minas (10 mil); Jaíba (9.375); Porteirinha (8.575); Taiobeiras (7.600); Salinas (7.375); Espinosa (7.250); Coração de Jesus (6.750); São João do Paraíso (5.675); Grão Mogol (5.050) e Monte Azul (4.300).
“As vacinas estão acondicionadas em frascos de 25 mililitros e devem ser conservadas à temperatura entre 2 a 8 graus centígrados. Em cada animal deve ser aplicada uma dose de um mililitro, independente do tamanho e peso. O animal deve ser vacinado a partir de três meses de idade, não tendo, segundo o Ministério da Saúde, contraindicação para fêmeas prenhas ou em lactação. A imunidade é estabelecida após 21 dias da vacinação e oferece proteção por um ano”, explica Ildenir Meireles.
A DOENÇA
A raiva é uma doença infecciosa, viral e aguda que acomete mamíferos, inclusive o homem. Se caracteriza como uma encefalite progressiva, quase sempre fatal, para a qual a melhor medida de prevenção é a vacinação.
“Trata-se de uma doença passível de eliminação no seu ciclo urbano pela vacinação de cães e gatos, além da existência de medidas eficientes de prevenção, como a imunização humana; a disponibilização de soro antirrábico humano e a realização de bloqueios de focos”, explica Agna Soares da Silva Menezes, coordenadora de vigilância em saúde da SRS de Montes Claros.
A doença é transmitida ao homem pela saliva de animais infectados, principalmente por meio da mordedura. A doença também pode ser transmitida pela arranhadura ou lambedura desses animais, incluindo morcegos.
Nas pessoas, após o período de incubação surgem os sinais e sintomas clínicos inespecíficos da raiva, que duram em média de dois a dez dias. Nesse período, o paciente apresenta mal-estar geral; pequeno aumento de temperatura; anorexia; cefaleia; náuseas; dor de garganta; entorpecimento; irritabilidade; inquietude e sensação de angústia.
Posteriormente a infecção progride, surgindo manifestações mais graves e complicadas, como: ansiedade e hiperexcitabilidade crescentes; febre; delírios; espasmos musculares involuntários, generalizados ou convulsões. O paciente se mantém consciente, com período de alucinações, até a instalação de quadro de inconsciência profunda e a evolução para óbito, em geral, entre dois a sete dias.
O diagnóstico dos casos de raiva humana pode ser realizado pelo método de imunofluorescência direta, em impressão de córnea, raspado de mucosa lingual ou por biópsia de pele da região cervical. A realização da autópsia é importante para a confirmação diagnóstica.
Compartilhe:
