DECEMBER 9, 2022

Sigatoka Negra é identificada em em propriedade no município de Jaíba

A doença fúngica pode comprometer a produtividade da bananicultura se não for controlada adequadamente

Foto: Divulgação/ IMA

A Abanorte – Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas, como organização de governança da fruticultura regional lançou uma nota informando a sociedade civil que  o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) identificou um foco de Sigatoka Negra em propriedade no município de Jaíba, mas já está em andamento um Plano de Ação para monitorar e controlar a doença que inclui a fiscalização, adesão dos produtores a um protocolo de mitigação de riscos e eliminação de bananais abandonados.

Todas as medidas de contenção já foram definidas pelo IMA e pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) com anuência do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e serão implementadas imediatamente.

O que é a praga?

A Sigatoka Negra é uma doença fúngica que pode comprometer a produtividade da bananicultura se não for controlada adequadamente. O maior dano provocado pela doença é a morte prematura das folhas, que causa redução da área foliar, induzindo perdas na produtividade e qualidade da fruta. Não existe risco para a população com relação ao consumo de banana.

A principal consequência para a planta acometida pela praga é a diminuição do número de pencas por cacho, redução do tamanho do cacho e maturação precoce dos frutos no campo ou mesmo durante o transporte.
Todos os produtores de banana do município deverão aderir ao protocolo de mitigação de riscos disponível no site do IMA ou nos escritórios regionais. Aqueles que não fizerem isso, sofrerão restrições sanitárias, ficando impedidos de comercializar as frutas. Também haverá fiscalização de trânsito de cargas.

Veja outras medidas sanitárias que estão sendo adotadas:

● Levantamento fitossanitário no raio de 1 (um) km da propriedade afetada, com inspeção de 100% das áreas produtivas.
● Monitoramento ampliado em um raio de até 10 (dez) km, abrangendo pelo menos 50% das propriedades bananicultoras.
● Notificação dos produtores da região, que devem aderir ao Sistema de Mitigação de Riscos da Sigatoka Negra.
● Verificação e atualização dos cadastros das Unidades de Produção (UPs) para garantir o mapeamento das áreas de cultivo.
● Reunião com responsáveis técnicos (RTs) que emitem Certificado Fitossanitário de Origem (CFO) para reforçar os protocolos de segurança sanitária.
● Fiscalização intensificada no trânsito de cargas e caixarias, a fim de evitar a propagação da doença para outras regiões.
● Toda e qualquer plantação de banana abandonada na região será eliminada, conforme prevê a legislação sanitária vigente.

Foco não era identificado desde 2007

Desde 2007, não havia registros de novos casos de Sigatoka Negra em áreas de grande produção de bananas em Minas Gerais. O surgimento deste foco reforça a necessidade de medidas rigorosas de controle sanitário, mas não representa um risco imediato para a produção de banana no estado. Com a colaboração de todos os produtores e o cumprimento das normas fitossanitárias, será possível conter a doença de forma eficiente.

Na defesa da bananicultura do Norte de Minas Gerais, a Abanorte está em parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária, através de seus braços Emater, Ima e Epamig. Conta com o apoio do Sistema Faemg/Senar/Inaes e tem uma equipe técnica preparada para orientar os produtores e esclarecer dúvidas.

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