DECEMBER 9, 2022

‘Deixamos de ser colônia em 1822’, diz Moraes ao rebater ofensiva dos EUA às suas decisões

Ministro defendeu soberania brasileira e agradeceu apoio de Dino diante de ameaças da Câmara americana: ‘será um grande prazer conhecer a belíssima Carolina do Maranhão’

Foto: Fellipe Sampaio /STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes se defendeu das críticas feitas pelo governo dos Estados Unidos à Justiça brasileira, no início do julgamento das ações sobre a Lei de Abuso de Autoridade no plenário, nesta quinta-feira (27).

O magistrado, que vem sendo alvo de ataques e ações na Justiça dos Estados Unidos movidas por políticos da extrema direita ligados ao presidente Donald Trump e ao empresário Elon Musk, reafirmou a soberania do Brasil e declarou que o país não irá se curvar a ameaças de quem discorda das decisões do Judiciário.

“Deixamos de ser colônia em 7 de setembro 1822 e com coragem estamos construindo uma República independente e cada vez melhor. Independente e democrática com a Constituição de 1988. E construindo com coragem, pois como sempre lembrado pela eminente ministra Cármen Lúcia citando Guimarães Rosa: ‘o que a vida quer da gente é coragem'”, disse Moraes, destacando a independência do país.

Alexandre de Moraes também fez questão de agradecer publicamente o ministro Flávio Dino pelo apoio e pela manifestação em sua defesa, pela manhã. Dino, que governou o Maranhão de 2015 a 2021, fez uma publicação em suas redes sociais em que destaca as palestras do colega pelo país e o convida a conhecer uma cidade maranhense com nome semelhante a um Estado americano, diante das ameaças de veto à sua entrada nos Estados Unidos.

“Será um grande prazer conhecer a belíssima Carolina do Maranhão”, disse Moraes, que, em seguida, mencionou o princípio da autodeterminação dos povos e a igualdade entre as nações, valores consagrados na Constituição brasileira.Ainda em seu discurso, Moraes celebrou o aniversário de 73 anos da sede da ONU em Nova York, ressaltando a importância dos ideais defendidos pela organização, como a luta contra o fascismo, o nazismo e o imperialismo. “Devemos sempre reafirmar nosso compromisso com a democracia e os direitos humanos”, declarou.

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