DECEMBER 9, 2022

Fundação Dom Cabral divulga estudo sobre panorama da economia global e do Brasil

Em estudo da FDC, professor descreve a dinâmica da economia sob o efeito da retomada pós-pandemia, da guerra na Ucrânia e do conflito entre Israel e o Hamas.

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Associado da Fundação Dom Cabral no Norte de Minas, Ricardo Pimenta. Foto: Divulgação

“O estudo traz insights valiosos sobre o crescimento da economia no mundo e desafios para o próximo ano. Prepare-se para um ano promissor!”, afirma o associado da Fundação Dom Cabral no Norte de Minas, Ricardo Pimenta. “Para o Brasil, as expectativas para o crescimento do PIB em 2023 são melhores que aquelas anteriormente previstas em decorrência aos efeitos positivos das medidas adotadas pelo governo federal”. Estas e outras análises sobre o panorama do mercado mundial fazem parte do estudo “Economia Global e Brasil – panorama e perspectiva”, lançado pela FDC.

Ricardo Pimenta diz que a iniciativa visa descrever a dinâmica econômica sob o efeito da retomada pós-pandemia, da guerra na Ucrânia e do conflito entre Israel e o Hamas. “Através de um material robusto e fácil de ser compreendido, o empresário poderá avaliar as previsões para a economia em 2024”.

O professor responsável pelo estudo, Gilmar de Melo Mendes, explica que “de forma específica, a crescente inflação global e a centralidade nos temas da segurança energética e alimentar foram algumas das diversas variáveis abordadas. Vimos que a esses temas foram adicionados um processo de desaceleração da globalização, bem como as várias tensões geopolíticas, em curso já há algum tempo, e agora, acrescidas pelo conflito entre Israel e o Hamas”.

Ele completa que “as previsões para o produto interno bruto (PIB) dessas economias para 2023, embora com retomada de crescimento, se apresentam baixas graças às altas taxas de juros derivadas das políticas monetárias adotadas pelos bancos centrais com o propósito de conter o efeito inflacionário. No entanto, para o Brasil, as expectativas para o crescimento do PIB em 2023 são melhores que aquelas anteriormente previstas em decorrência aos efeitos positivos das medidas adotadas pelo governo federal. Isso revelou um desempenho econômico favorável do Brasil, mesmo comparado com as maiores economias globais”.

O mundo apresenta crescimento de forma lenta

O estudo completo pode ser baixado num e-book gratuito produzido pela Fundação Dom Cabral. “Trazemos aqui algumas pílulas desta visão macro da economia global”, afirma Ricardo Pimenta. No estudo, o professor aponta que embora o crescimento projetado para 2023 seja em torno de 3,0% ao ano, a economia mundial ainda enfrenta efeitos negativos agravados pelo prolongamento da guerra na Ucrânia. A economia dos Estados Unidos (EUA) segue com inflação ainda muito alta. No âmbito da Zona do Euro, o crescimento deverá ser menor do que se esperava tanto para 2023 quanto para 2024. Já a economia da China que, desde a entrada na pandemia, vem apresentando diversos problemas, embora recupere o crescimento, ainda permanece abaixo daqueles registrados na última década.

Economia brasileira mais resiliente

A economia brasileira, por sua vez, no primeiro semestre de 2023, apresenta um desempenho acima das expectativas do mercado, e o mesmo deverá ocorrer com o crescimento anual. Isso se deve, sobretudo, ao desempenho macro e fiscal mais favorável ocorrido durante períodos de estresse econômico causado pela pandemia, pelo choque de inflação global e guerra na Ucrânia.

Além disso, esse desempenho se sustenta graças às reformas econômicas realizadas como a reforma da previdência e trabalhista, a autonomia do Banco Central, o marco regulatório do saneamento, a atualização regulatória do setor de gás, e mais recentemente, com a aprovação do arcabouço fiscal, bem como a reforma tributária já aprovada na Câmara dos Deputados e no Senado.

Foi nesse contexto que a agência de rating Fich elevou a nota do país em 26 de julho deste ano. Todos esses fatores são sinais que tornam a economia brasileira mais resiliente. Os desafios da disciplina fiscal, continuidade das reformas, melhoria dos marcos regulatórios, privatizações e atração de investimentos continuam prioritários para o desenvolvimento desejado”, sinaliza Mendes. “Esse cenário de projeções mais favoráveis a partir de 2023 considera um avanço benéfico nas reformas como também nos níveis de inflação e relação dívida pública/PIB de acordo com os valores anteriores apresentados. A prevalecer esse equilíbrio, essa projeção do Ministério da Fazenda se apresenta crível para o crescimento do país”.

Todas as considerações, análises e gráficos, podem ser acessadas no e-book, disponível gratuitamente no link https://fdc.pimentaeassociados.com.br/ebook.

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