Provavelmente neste final de semana, a sucessão mineira deverá ter um importante capítulo com as convenções partidárias do Partido Liberal e do Republicanos. Isto se explica pelo fato de que se o senador Cleitinho desistir da sua condição de pré-candidato ao Governo de Minas, dirigentes do PL Mineiro podem migrar o apoio para o então candidato a senador, Marcelo Aro, levando-o à candidatura ao Governo de Minas.
Este fato mexeria totalmente com o tabuleiro político com prejuízos inimagináveis para a candidatura do atual governador Mateus Simões. Lembrando que, inicialmente, o ex-deputado Marcelo Aro iria compor a chapa com Mateus Simões. Acontece que a filiação do senador Carlos Viana no mesmo Partido do governador causou um embaraço pelo fato de Viana e Aro não se sentarem na mesma mesa. Desta forma, o governador e pré-candidato Simões encontra-se em uma “sinuca de Bico”. Se realmente o senador Cleitinho não sair candidato a governador, tudo indica que o PL migre para nova candidatura de Marcelo Aro, agora para o Governo do Estado.
Considerando que o Partido dos Trabalhadores anunciou a candidatura do deputado federal Patrus Ananias ao Governo de Minas, e ainda considerando o bom desempenho do ex-prefeito de BH, Alexandre Kalil, em diversas pesquisas de opinião pública, o “xadrez político” fica mais complicado ainda. Kalil imaginava ser o “ungido“ por Lula, o que não ocorreu. O ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, o montes-clarense Jarbas Soares, também buscava a “unção” do presidente Lula para sua anunciada candidatura a governador pelo PSB.
Resumo da ópera conjuntural: provavelmente o PSB deve oferecer o nome de Jarbas para ser candidato a vice-governador, finalmente oferecendo a Kalil a segunda vaga para o Senado, já que a primeira foi destinada à ex-prefeita de Contagem, Marília Campos.
Acreditamos que já na segunda-feira, este quadro sucessório esteja mais claro. Existe um grande nó: o senador Cleitinho pode pedir ao Republicanos para “deixar a Ata da convenção em aberto” até o dia 15 de agosto próximo, prazo final para Registro de Candidatos junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas. O que forçaria o governador Simões e o pré-candidato Marcelo Aro a também “deixarem a Ata da convenção em aberto”.
Este final de semana será eletrizante para a política mineira e nacional, com reflexo direto na eleição presidencial em que figuram como candidatos polarizados o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro, ambos “de olho” em Minas Gerais, onde se costuma decidir as eleições. Quem for bem em Minas e no estado do Amazonas ganha a eleição.
