PESQUISA DATATEMPO
O DataTempo divulgou, no fim de semana passado, pesquisa de intenção de voto para o Governo de Minas. O instituto ouviu 1.000 eleitores entre os dias 12 e 15 de junho, com margem de erro de 3,1 pontos percentuais.
O senador Cleitinho (Republicanos) segue liderando em todos os cenários testados. No cenário 1, que considera o ex-prefeito de Betim e empresário Vittorio Medioli como candidato do PL, Cleitinho aparece com 27,7%, seguido de Alexandre Kalil (PDT), com 18,3%.
Vittorio Medioli tem 5,1%; Gabriel Azevedo (MDB), 4,5%; e o governador Mateus Simões (PSD) aparece em quinto lugar, com 3,7%. Logo atrás vêm Maria da Consolação (PSOL), com 3,2%; Ben Mendes (Missão), com 2,3%; Rafael Duda (PSTU), com 1,3%; Tulio Lopes (PCB), com 1,2%; e o montes-clarense Jarbas Soares Júnior (PSB), com 1,1%.
PESQUISA DATATEMPO II
O segundo cenário testado considera o ex-presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, como candidato do PL. Nele, Cleitinho sobe para 28,8%, e Kalil também cresce, chegando a 20,5%.
Maria da Consolação aparece em terceiro lugar, com 4,5%; Mateus Simões vem em quarto, com 3,9%; Gabriel Azevedo aparece em quinto, com 3,4%; Ben Mendes tem 3,3%; Flávio Roscoe, 3,1%; Rafael Duda, 1,4%; Tulio Lopes, 1,2%; e Jarbas Soares, 0,8%.
Vittorio Medioli, vale lembrar, é dono do jornal O Tempo e do instituto DataTempo, além de ser um político bem mais conhecido que Flávio Roscoe no contexto geral.
SEGUNDO TURNO
A pesquisa também testou cenários de segundo turno. No primeiro, Cleitinho aparece com 42,8% contra 30,9% de Alexandre Kalil. Quando o adversário é Mateus Simões, Cleitinho sobe para 47,5%, enquanto o governador tem 17,7%.
Num eventual confronto com Vittorio Medioli, Cleitinho tem 52,4%, contra 13% do bolsonarista. Já um enfrentamento entre Kalil e Mateus Simões favorece o ex-prefeito de Belo Horizonte: Kalil 37,3% x Simões 24,1%.
Mesmo a pouco mais de quatro meses das eleições, essa é uma pesquisa que mede tendências, já que PT e PL ainda não sabem, minimamente, o que vão fazer na disputa pelo Governo de Minas.
CANDIDATURA PRÓPRIA DO PT
O fim de semana foi de alinhamento total entre os pré-candidatos ao Governo de Minas Jarbas Soares (PSB) e Gabriel Azevedo (MDB) e a pré-candidata ao Senado Marília Campos (PT), em diversos eventos políticos realizados em Montes Claros. Os três falaram em frente ampla e defenderam união para as eleições de outubro.
Porém, o PT, que não conseguiu emplacar o senador Rodrigo Pacheco (PSB) como candidato apoiado pelo presidente Lula em Minas, decidiu lançar candidatura própria, com nome ainda a ser definido. Esse é, pelo menos, o entendimento mais recente da sigla.
CANDIDATURA PRÓPRIA DO PT II
Numa análise meramente matemática, o PT tem razão. Hoje, com o nível de conhecimento que possuem em Minas, o maior diferencial de uma candidatura de Gabriel Azevedo ou de Jarbas Soares ao Governo do Estado seria justamente o apoio do presidente Lula.
Não é exagero afirmar que qualquer candidato apoiado por Lula em Minas poderia largar com algo entre 20% e 30% de intenção de voto, um capital eleitoral muito valioso, principalmente porque a direita terá, no mínimo, dois candidatos: alguém do PL ou Cleitinho de um lado e Mateus Simões de outro.
A depender dos desenhos que se formarão, o apoio de Lula pode representar a presença de um candidato no segundo turno. Portanto, há um raciocínio dentro do Partido dos Trabalhadores: por que transferir esse potencial para um quadro de fora do partido se é possível alcançar desempenho semelhante com um nome da própria legenda?
CANDIDATURA PRÓPRIA DO PT III
Ainda no campo da matemática e do raciocínio lógico, haveria soma de forças caso o PT resolvesse, novamente, apoiar Alexandre Kalil (PDT), considerando o cenário das pesquisas atuais.
É verdade que seria necessário um levantamento qualitativo para constatar se o bom desempenho de Kalil é mais fruto de sua gestão como prefeito de Belo Horizonte ou do recall acumulado por ter sido o candidato apoiado por Lula nas últimas eleições.
Sem um nome natural próprio, o PT tentou fazer Marília Campos desistir de sua candidatura ao Senado para disputar o Governo. A ex-prefeita de Contagem, porém, negou essa possibilidade em nota pública e afirmou considerar um erro o partido buscar candidatura própria ao Palácio Tiradentes.
CANDIDATURA PRÓPRIA DO PT IV
Considerando todo o contexto histórico, há quem defenda que o PT apoie Gabriel ou Jarbas, ou mesmo uma chapa com um deles na cabeça e o outro na vice. Isso representaria uma candidatura mais ao centro e evitaria trazer para o palanque o desgaste do governo Fernando Pimentel, que terminou em 2018, mas foi muito mal avaliado pelos mineiros.
Nessa chapa, todavia, o PT seria o partido que mais contribuiria, não apenas com votos, mas também com fundo eleitoral, tempo de televisão e militância consolidada.
Caso, por outro lado, o PT insista em candidatura própria, sua equipe de marketing precisará superar o fantasma Pimentel, condição sine qua non para uma candidatura competitiva.
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