FIM DA LISTA TRÍPLICE NA UNIMONTES E UEMG
Avança com celeridade na Assembleia Legislativa de Minas Gerais o Projeto de Lei 5.365/26, que acaba com a lista tríplice para a escolha de reitor e vice-reitor das universidades públicas estaduais Unimontes e UEMG. O projeto, de autoria da deputada Beatriz Cerqueira (PT), foi aprovado em 1º turno na Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia e já havia passado pela Comissão de Constituição e Justiça. Ainda é cedo para dizer se o PL será aprovado a tempo de valer para as eleições da Unimontes deste ano, previstas para setembro. A UEMG já realizou a eleição para reitor e vice-reitor no primeiro semestre de 2026.
FIM DA LISTA TRÍPLICE NA UNIMONTES E UEMG II
Atualmente, a regra já vale para as universidades federais, a partir de uma lei aprovada neste ano pelo Congresso Nacional. A tendência é de que o PL seja aprovado com tranquilidade na Assembleia Legislativa, principalmente por estarmos em ano eleitoral, quando os deputados não estão muito dispostos a acumular desgastes. O atual reitor da Unimontes, professor Wagner Santiago, deverá ser candidato à reeleição. Caso o projeto seja aprovado, os diretores dos centros também serão escolhidos por eleição direta.
CONSELHEIRA DEFINIDA
Está praticamente definido que a deputada estadual Ione Pinheiro (União Brasil) será escolhida pela ALMG como nova conselheira do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais. Após intensa articulação, Ione deverá ser candidata única à vaga. Ela representa o clã Pinheiro na política, que conta com os irmãos e ex-deputados Toninho Pinheiro e Dinis Pinheiro, além do sobrinho Pinheirinho, deputado federal e atual presidente do PP em Minas Gerais.
Uma curiosidade: o primeiro suplente do União Brasil na ALMG é Danilo Mendes, atual prefeito de Taiobeiras, que seria chamado a assumir como deputado estadual caso Ione fosse para o TCE ainda neste ano. Danilo, porém, mesmo se isso acontecesse, não aceitaria, já que ainda tem mais de dois anos e meio de mandato na Prefeitura e deverá ser candidato à reeleição. Como deputado, ficaria apenas algumas semanas, e olhe lá.
RELAÇÃO TENSA
Após criticar Flávio Bolsonaro por seu envolvimento com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a situação do ex-governador de Minas e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema, ficou tensa dentro do próprio partido, o Novo. A sigla nasceu com a proposta de ser totalmente liberal na economia e nos costumes, mas, atualmente, boa parte de seus integrantes está mais à direita do que o próprio PL, que pode ser definido como um partido de extrema-direita. Ou seja, há no Novo quem seja mais bolsonarista do que propriamente partidário da sigla. Inclusive, na maioria absoluta dos estados brasileiros, o Novo pretende fazer alianças com o PL.
RELAÇÃO TENSA II
Após as críticas de Zema a Flávio, porém, os irmãos do pré-candidato do PL à Presidência, Eduardo e Carlos Bolsonaro, passaram a defender publicamente o rompimento de todas as alianças entre PL e Novo pelo Brasil. O movimento causou irritação na ala mais ideológica e majoritária do Novo, que prefere manter a composição com o PL a continuar apoiando Zema para presidente.
O ex-governador, inclusive, foi desconvidado de um evento que o Novo realizará em Santa Catarina, justamente como forma de marcar a posição de que o diretório estadual do partido não concorda com as críticas feitas por Zema a Flávio Bolsonaro.
RELAÇÃO TENSA III
O próprio Zema tem adotado a estratégia de bater e assoprar nessa situação. Criticou Flávio, mas afirmou que se juntará ao PL contra Lula caso não chegue ao segundo turno. O problema é que o bolsonarismo cobra obediência cega.
Em Minas, o PL já havia descartado qualquer possibilidade de apoiar a candidatura de Mateus Simões, nome de Zema ao Governo de Minas, e definiu que apoiará Cleitinho (Republicanos) ou lançará candidatura própria. Além disso, o movimento de Zema contra Flávio, por ter sido errático, não fez com que os votos perdidos pelo filho de Bolsonaro após o desgaste migrassem para o ex-governador.
Talvez, se tivesse mantido uma posição mais firme nas críticas, Zema pudesse ser visto como uma opção pelo eleitor de direita que rejeitou o elo entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.
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