DECEMBER 9, 2022

Hoje, às 19h, com entrada gratuita, CineMuseu exibe filme sobre desaparecidos na Argentina

O filme trata de algo que nós, brasileiros, tivemos o desprazer de vivenciar em nosso país. O ganhador do Oscar de Melhor Filme Extrangeiro em 2025, o “Ainda Estou Aqui”, protagonizado por Fernanda Torres e Selton Mello, abordou este tema de modo bem didático

O CineMuseu exibe nesta quinta-feira, dia 28 de maio, o filme argentino “A História Oficial” (1985 – 112minutos), classificação 14 anos, direção de Luís Puenzo. A exibição faz parte do projeto “Olhares que falam: Vencedores Internacionais do Oscar”.

Veja abaixo um breve trailer do filme com trechos legendados em português:

 

 

O filme conta a história de Alícia, uma professora de História que não pode ter filhos. Ela acaba por adotar Gaby, que seu marido leva para casa. Mas sua amiga Ana suspeita que a menina é filha de pessoas desaparecidas durante a Ditadura Militar do país, que durou de 1976 a 1981. O filme gira em torno das investigações de Alícia para descobrir a verdade.

 

 

O roubo de crianças na Argentina tornou-se comum durante o período da Ditadura Militar. Por muitos anos as “Mães da Praça de Maio” se reuniram nas ruas da cidade, exigindo notícias de seus filhos e netos, que os militares nunca deram.

O próprio general Jorge Rafael Videla (1925-2013), condenado a prisão perpétua por crimes contra a humanidade e sequestro de crianças, pouco antes de morrer admitiu que o número de desaparecidos passava de sete mil pessoas. O filme de Luís Puenzo foi o primeiro argentino a ganhar um Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

 

 

A atriz portenha Norma Aleandro declarou no vídeo abaixo que, depois da exibição do filme, em 1986, muitas pessoas chegaram até ela e disseram que não tinham consciência do que de fato havia acontecido naquele momento da história argentina, e que a película clareou o entendimento daqueles que foram vítimas do braço cruel da Ditadura. Confira o que ela disse em depoimento:

 

 

Na mesma entrevista, Norma declara que os meios de comunicação da época informavam que a haveria eleições e a democracia viria, algo que na prática nunca se concretizava, e que ela, como atriz, teve medo de atuar no filme, pois poderia haver retaliações e perseguição por parte dos governantes:

 

 

Em outro depoimento, inserido na película, um senhor argentino declara que, durante a Ditadura, apenas os “filhos da puta, ladrões e cúmplices” se deram bem:

 

 

A exibição de “A História Oficial” acontece nesta quinta-feira, a partir das 19 horas, no Museu Regional do Norte de Minas/Unimontes, localizado na rua Coronel Celestino, 75, Corredor Cultural, no centro da cidade. A programação é em parceria com o Cinema Comentado Cineclube e Fulô Comunicação e Cultura. O acesso é gratuito.

 

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