CAIADO E ZEMA
Caso se confirme que Flávio Bolsonaro (PL) pediu R$ 134 milhões a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro, a extrema-direita pode se ver obrigada a mudar de candidato à Presidência da República. Segundo o The Intercept Brasil, que foi o primeiro a dar a notícia, documentos da Polícia Federal revelam que Vorcaro pagou pelo menos R$ 61 milhões desse montante.
Tarcísio de Freitas (Republicanos), o nome natural para uma eventual substituição, não pode mais ser candidato porque não renunciou em tempo ao Governo de São Paulo. Os nomes mais disponíveis para assumir esse posto são os dos ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás, e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) também poderia assumir essa candidatura, mas sobre ela recairia o mesmo desgaste que atingirá Flávio se a denúncia for confirmada. O deputado Nikolas Ferreira, outro nome popular da extrema-direita, não tem idade mínima para disputar a Presidência.
PACHECO NO TCU
O senador Rodrigo Pacheco (PSB) informou ao PT que não pretende ser candidato ao Governo de Minas. O motivo da vez é a possibilidade de assumir uma cadeira no Tribunal de Contas da União (TCU), no lugar do ministro Bruno Dantas, que estaria se afastando para assumir cargo na iniciativa privada.
A vaga de Bruno Dantas precisa ser preenchida por indicação do Senado, e isso Pacheco consegue com tranquilidade, já que é apadrinhado pelo senador Davi Alcolumbre (União Brasil), presidente da Câmara Alta. Sem Pacheco, o PT trabalha com cinco opções de candidatos a governador.
CINCO OPÇÕES
Pela ordem, as opções do PT para apoiar um candidato ao Governo de Minas e garantir palanque a Lula no estado passam a ser Alexandre Kalil (PDT), Gabriel Azevedo (MDB), Josué Alencar (PSB), Jarbas Soares Júnior (PSB) e Marília Campos (PT).
Desses, as conversas mais fáceis seriam com Gabriel Azevedo, que já deu diversas manifestações de vontade de ter o apoio da esquerda mineira ao seu projeto, e com Jarbas Soares, que saiu do Ministério Público justamente para estar apto a disputar as eleições de 2026, embora ainda não tenha definido a qual cargo pretende concorrer.
Com Kalil, há ressentimentos de lado a lado na relação do ex-prefeito de Belo Horizonte com as lideranças do PT mineiro, que precisam ser superados antes de um acordo.
CINCO OPÇÕES II
Filho do ex-vice-presidente José Alencar, Josué Alencar precisaria ser convencido a entrar na disputa. Atualmente residindo em São Paulo, ele teria que refazer todos os seus contatos em Minas para ser candidato.
Já Marília Campos, por sua vez, não pretende abrir mão da candidatura ao Senado, que vem fluindo bem a partir das articulações que tem feito. Ela entende que é mais fácil se eleger senadora do que governadora.
Fato é que, sendo Minas um estado considerado pêndulo num país polarizado, Lula e o PT precisam decidir rápido essa questão.
PL ABRAÇA CLEITINHO
Ainda sobre a sucessão mineira, o PL resolveu fazer uma parceria com o Republicanos para as eleições em Minas. Se o senador Cleitinho confirmar seu desejo de se candidatar ao Governo, o acordo é que o PL o apoie e indique candidatos a vice e a senador em sua chapa.
Se Cleitinho abrir mão, será ele quem escolherá o vice do candidato a governador pelo PL, que, nesse caso, seria o ex-presidente da FIEMG, Flávio Roscoe.
Essa notícia, caso se confirme, conflita com os planos do governador Mateus Simões (PSD), que pretendia unir a direita em torno da sua candidatura à reeleição. Mas, como em política as verdades muitas vezes não duram 24 horas, é bom esperar as cenas dos próximos capítulos.
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Zema pode assumir vaga de Flávio Bolsonaro como principal candidato da extrema-direita
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