DECEMBER 9, 2022

FATOS & DETALHES

Em entrevista coletiva concedida após a sabatina que aprovou seu nome para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas de Minas Gerais, o deputado estadual Tadeuzinho (MDB) disse que só pretende se afastar da Assembleia após o término de seu mandato. Isso significa que a possibilidade de a vice-presidente da Assembleia, Leninha (PT) (…)

SÓ NO FINAL

Em entrevista coletiva concedida após a sabatina que aprovou seu nome para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas de Minas Gerais, o deputado estadual Tadeuzinho (MDB) disse que só pretende se afastar da Assembleia após o término de seu mandato. Isso significa que a possibilidade de a vice-presidente da Assembleia, Leninha (PT), assumir a presidência ficou distante. Na prática, Tadeuzinho só deve deixar o Legislativo depois de apresentar todas as emendas parlamentares individuais e impositivas a que tem direito no Orçamento Geral do Estado.

 

FOTO COM MARIA

Nesta semana, aliás, Tadeuzinho reuniu prefeitos de sua base política para um encontro em Belo Horizonte, onde comunicou oficialmente sua saída da vida político-partidária e seu ingresso no Tribunal de Contas. Os prefeitos guardaram a sete chaves detalhes sobre o teor da conversa, mas chamou atenção a foto postada nas redes sociais pelos prefeitos de Bocaiuva, Robertão (Avante), e de São João do Pacuí, Caio Cunha (MDB), ao lado da deputada estadual Maria Clara Marra logo após o encontro. Maria Clara é noiva de Tadeuzinho e a imagem pode ser um sinal de tentativa do deputado de transferir pelo menos parte de sua atual base eleitoral para a futura esposa. Aguardemos os próximos capítulos.

 

ZEMA SEM SIMÕES

O presidente nacional do Partido Novo, Eduardo Ribeiro, afirmou com todas as letras que o governador Romeu Zema não apoiará a candidatura do vice-governador Mateus Simões ao Palácio Tiradentes se o PSD não cumprir o acordo de dar ao Novo o cargo de vice na chapa. Simões, vale lembrar, saiu do Novo rumo ao PSD para ser candidato a governador, em busca de uma legenda com mais tempo de rádio e TV, mais deputados e mais recursos dos fundos eleitoral e partidário. Nesta semana, o presidente do PSD em Minas, deputado estadual Cássio Soares, disse que esse acordo com o Novo poderia ser revisto caso fosse necessário para fortalecer a chapa.

 

ZEMA SEM SIMÕES II

Esse “pé no barranco” colocado pelo Novo, na prática, gera um problema para Mateus Simões. Ele quer unificar a direita em torno de sua candidatura, porém, das quatro vagas possíveis em sua chapa, três já estão teoricamente preenchidas. A dele próprio como candidato a governador pelo PSD, a do Novo na vice e a do secretário de Governo, Marcelo Aro (PP), como um dos dois candidatos ao Senado. Resta apenas uma vaga para negociação, justamente no momento em que Simões precisa acomodar interesses importantes. O PL não abre mão de ter pelo menos um candidato ao Senado, embora setores do partido considerem isso pouco. O Republicanos lançou o senador Cleitinho como pré-candidato ao Governo e, para desistir do projeto, provavelmente exigiria ao menos a vice na chapa. Já o senador Carlos Viana ainda busca partido e composição para tentar a reeleição.

 

ZEMA SEM SIMÕES III

Se fechar questão com o Novo na vice, Mateus Simões corre o risco de ficar sem PL, Republicanos e Carlos Viana. Essas três forças podem se reunir em outra chapa da direita, com Cleitinho na cabeça, o PL indicando o vice e uma vaga ao Senado, e Carlos Viana ocupando a outra vaga. Nesse cenário, seria dessa chapa, e não da de Mateus Simões, o principal palanque para a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência em Minas Gerais. Romeu Zema também é candidato a presidente e descarta uma composição com Flávio já no primeiro turno. Como Simões é afilhado político de Zema, dificilmente teria espaço para apoiar outro nome.

 

ZEMA SEM SIMÕES IV

O nome do Partido Novo para a vice de Mateus Simões seria o da vereadora Fernanda Altoé, de Belo Horizonte, que tem perfil muito semelhante ao do atual vice-governador e pré-candidato ao Governo. Em política, trata-se do que se costuma chamar de “sanduíche de pão com pão”, uma composição que não acrescenta votos novos à chapa. Algo diferente poderia ocorrer com um vice do PL ou do Republicanos, sobretudo se viesse com as bênçãos do senador Cleitinho. É possível que, ao fim e ao cabo, prevaleça o raciocínio de Cássio Soares. Se Mateus Simões precisar alterar a composição de sua chapa para crescer nas pesquisas, terá de avaliar as possibilidades. A mais óbvia, do ponto de vista eleitoral, seria abrir a vaga hoje reservada ao Novo.

 

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