A Prefeitura de Montes Claros, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, por meio da Diretoria de Programas Sociais e da Coordenadoria da Mulher, bem como das secretarias de Planejamento, Orçamento e Tecnologia, Inovação e Projetos Especiais, Segurança Integrada e Comunicação, realizou na noite de 21de outubro corrente a apresentação do Programa Escudo Rosa, que vai estabelecer um canal seguro e acessível de proteção às mulheres, integrando tecnologia aos serviços especializados, promovendo acesso rápido e eficiente aos mecanismos de apoio. Este escudo terá a função de promover o enfrentamento das situações de violência vivenciadas pelas mulheres no município, bem com o promover a cidadania por meio de ações globais e do atendimento multidisciplinar.

Lançamento do Escudo Rosa em Montes Claros – Foto: Solon Queiroz
CRAM
Além do Escudo Rosa, a Prefeitura inaugurou também a nova sede do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), situada na Avenida Cula Mangabeira, 467, no bairro Santo Expedito. Trata-se de espaço destinado a prestar acolhimento e atendimento humanizado às mulheres em situação de violência, proporcionando atendimento psicológico e social e orientação e encaminhamentos jurídicos necessários à superação da situação de violência, contribuindo para o fortalecimento da mulher.
De acordo com o prefeito Guilherme Guimarães, a atual equipe da administração municipal possui uma predominância de mulheres em papéis de destaque na Prefeitura. “Isso demonstra nosso reconhecimento, não por serem mulheres, mas pela habilidade e experiência que apresentam”, destacou, mencionando ainda que recentemente foi instaurada uma nova lei, aprovada por todos os membros da Câmara, que impede homens que cometem violência contra mulheres de ocupar cargos públicos. “Esta ação funciona como um aviso para a sociedade de que não aceitamos esses indivíduos em posições de poder e influência,” afirmou.
Dados da violência contra a mulher
Em Minas Gerais, no período de 2021 a 2023, foram registradas 443.325 vítimas de violência doméstica e familiar contra mulheres, nas modalidades tentadas e consumadas. Isso representa uma média de 405 mulheres vítimas por dia.
realidade presente, que dói e exige estruturas dedicadas: espaços de acolhimento, serviços integrados, instrumentos eficazes de proteção e prevenção.
