Os municípios do Norte de Minas estão em alerta máximo! Insatisfeitos com as constantes e sucessivas quedas no Fundo de Participação dos Municípios (FPM), prefeitos da região estão se mobilizando para uma grande reunião conjunta em busca de soluções estruturais para a crise fiscal.
A proposta é unir as principais entidades regionais—incluindo CIMAMS, AMAMS, Codanorte, Consórcio União da Serra Geral, Cisarp, Cimes, Comar, Cisverde, Ammesf, Arsan, Comsaf, e demais consórcios—para uma discussão aprofundada.
Impactos da Queda e Reunião Estratégica
Uma reunião preliminar está marcada para a manhã desta terça-feira, 14 de outubro, na sede da AMAMS, em Montes Claros. O principal objetivo é apresentar os graves impactos econômicos que as oscilações do FPM têm causado nas administrações municipais.
A situação é preocupante: no primeiro decêndio de outubro de 2025, o repasse do FPM (já descontada a retenção do Fundeb) foi de R$ 4,8 bilhões. No entanto, na comparação com o mesmo período do ano anterior (2024), a transferência federal apresentou uma queda de 2,27%.
Para reforçar a mobilização, os gestores municipais convidarão parlamentares da região com o intuito de sensibilizá-los sobre a grave situação financeira vivida pelas prefeituras e buscar apoio político efetivo.
O prefeito de Claro dos Poções, Vanderlei Cardoso, destacou a urgência:
“Vivemos um momento de grandes desafios para a gestão municipal. O FPM tem apresentado quedas significativas, enquanto as demandas por serviços públicos só aumentam. Proponho que pautemos uma reunião entre os prefeitos para troca de experiências, estratégias e soluções conjuntas. A união dos municípios é o nosso maior instrumento de força.”
Buscando Soluções em Âmbito Estadual
O presidente do CIMAMS e prefeito de Curral de Dentro, Adaildo Rocha (Tampinha), considerou o tema urgente, lembrando que a questão foi recentemente debatida com o governador Romeu Zema.
Rocha vê uma oportunidade importante no próximo evento agendado para o dia 20 de outubro, no Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCE-MG), em Belo Horizonte, que contará com a presença de diversos presidentes de consórcios e do presidente da AMM, Luiz Eduardo Falcão.
“Será um momento oportuno para tratar da justiça do FPM, especialmente em relação aos pequenos municípios de coeficiente 0.6, que estão sofrendo muito com essas quedas. Caso as entidades regionais queiram levar uma mensagem conjunta, será um passo importante para unirmos forças e evitarmos novas reduções nos repasses”, concluiu Tampinha, reforçando a necessidade de uma solução conjunta.
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