TETÊ CANDIDATA
Terezinha “Tetê” Mangabeira, viúva do ex-prefeito Humberto Souto, foi vista em um evento social no último fim de semana e, segundo presentes, teria reafirmado seu desejo de disputar uma vaga de deputada federal nas eleições de 2026. Com um vácuo de nomes competitivos no Norte de Minas para essa disputa, Tetê — que já foi assessora do ex-deputado estadual Carlos Pimenta (PDT) e hoje integra a equipe do deputado estadual Gil Pereira (PSD) — parece ter percebido a oportunidade. Resta saber se terá musculatura política para ocupar esse espaço com força suficiente para se eleger.
TETÊ CANDIDATA II
O grupo que comanda hoje a Prefeitura de Montes Claros, eleito em grande parte graças à popularidade de Humberto Souto, tem reafirmado que seu candidato exclusivo a deputado federal é Marcelo Freitas (União Brasil). A entrada de Tetê poderia alterar esse cenário? Ainda existem muitos “humbertistas” — embora em número menor que no período em que Humberto era prefeito — no governo municipal. E, se Tetê entrar na disputa e Mônika Souto, sobrinha do ex-prefeito e diretora das rádios Pop e Educadora FM, também for candidata, qual delas conseguirá estabelecer maior vínculo eleitoral com a memória de Humberto? Por enquanto, são apenas especulações — o tempo dirá.
TETÊ CANDIDATA III
Caso Tetê e Mônika confirmem a candidatura — ou mesmo apenas uma delas — e a Prefeitura mantenha o apoio integral a Marcelo Freitas, como o prefeito Guilherme Guimarães (União Brasil) já declarou publicamente, o pós-2026, em caso de derrota de qualquer um dos três, exigirá muita habilidade política. Afinal, nenhuma eleição se perde sem traumas. O ideal seria que a administração costurasse um acordo entre os pré-candidatos ou, no mínimo, delimitasse claramente os espaços de atuação de cada um. Como diria Celso Roth: cautela.
TETÊ CANDIDATA IV
Tetê Mangabeira, Mônika Souto e o delegado Marcelo Freitas orbitam no mesmo espectro político, entre a direita e a extrema-direita. Nesse campo, ainda disputarão votos com nomes de fora da cidade, como Nikolas Ferreira (PL) — que obteve 22 mil votos em Montes Claros em 2022 — e Eros Biondini (PL), que, caso não seja candidato a senador, deve fazer dobradinha com a vereadora Carol Figueiredo (PL), provável candidata à reeleição como deputada estadual. Já Ruy Muniz (PSB) possui um eleitorado próprio, fiel ao seu grupo empresarial, que mantém uma votação relativamente estável, independentemente de alinhamento ideológico.
TETÊ CANDIDATA V
O vácuo mencionado no início está no campo do centro à esquerda. Atualmente, o único nome consolidado desse espectro é Paulo Guedes (PT), que cumpre o terceiro mandato como deputado federal e foi candidato a prefeito na última eleição. Há, portanto, muito espaço para quem queira disputar esse eleitorado na cidade. Se a lacuna não for ocupada, há duas possibilidades: 1) crescimento da votação de Paulo Guedes ou 2) entrada de candidatos de forte presença midiática da centro-esquerda (ex.: Duda Salabert e Célia Xakriabá), que podem vir a ter desempenho expressivo nas urnas de Montes Claros. Para deputado estadual, o cenário é oposto: há congestionamento de nomes, principalmente do centro para a direita, disputando a mesma faixa de votos.
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