DECEMBER 9, 2022

Coluna Gustavo Mameluque: Geração heróica

Esta geração aprendeu escrever em máquinas de datilografia, assistiu televisão em preto e branco e levantavam-se para ligar e desligar a TV

A “geração heroica” na visão de Fabrício Carpinejar refere-se àqueles que nasceram entre as décadas de 1970 e 1990, que viveram a transição do analógico para o digital. Essa geração, segundo o autor, se adaptou à tecnologia, mas também experimentou o mundo analógico, com seus erros e imperfeições, como vinis arranhados e fitas cassetes enroladas. Carpinejar destaca que essa convivência com o passado e o presente torna essa geração única e especial.

Esta geração aprendeu escrever em máquinas de datilografia, assistiu televisão em preto e branco e levantavam-se para ligar e desligar a TV. Em todas as casas desta geração havia apenas uma TV. E ela ficava na sala principal onde todos se reuniam no cair da noite. Transformou-se logo na “ Rainha do lar”. Mas as famílias à assistiam juntas.

Esta geração andava de bicicleta pelas ruas de terra, domingo se arrumava toda para a Missa ou para o Culto e a ausência do telefone Celular fazia com que a mesma se deslocasse para as pracinhas ou para a porta dos amigos para conversar. Para brincar e conversar. Ou mesmo para jogar conversa fora. Alguns ainda tiveram a alegria de participar de serenatas na escuridão da madrugada. Em cima de muros. Ou do lado de fora da casa das “ pretendentes”.

O tempo analógico era também um tempo dos Grupos Cristãos de Jovens, dos Clubes de serviço, das quadrilhas juninas e das festas de agosto. Era ainda tempo de sonho e expectativas. 

Em seus textos e vídeos, Carpinejar frequentemente aborda a nostalgia e as características dessa geração, explorando temas como a importância da família, o aprendizado com os erros e a valorização das relações pessoais. Ele ressalta que essa geração aprendeu a lidar com as falhas e imperfeições do mundo, tanto no âmbito tecnológico quanto nas relações interpessoais, o que a torna resiliente e adaptável. 

A expressão “geração heroica” é uma forma de celebrar essa geração que, apesar das mudanças tecnológicas e sociais, soube manter a essência da experiência humana, valorizando a simplicidade e a autenticidade. O Mundo digital, sem sombra de dúvida é mais egoísta e individualista. Nos aproximou e nos distanciou ao mesmo tempo.

Desta forma todos nós que estamos nos aproximando dos sessenta anos ou que acabamos de atravessá-lo somos estes seres híbridos : tecnológico e digital. E porque não dizer, nos adaptando à nova Inteligência artificial.

Não gosto muito de parafrasear; mas esta se encaixa como uma luva no pensamento brilhante de Carpinejar: “ Hay que endurecerse, pero sien perder la ternura jamais” ( Ernesto C. Guevara).

Bem vindo IA !!!

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