DECEMBER 9, 2022

O fim de The Last of Us: audiência abaixo, mas legado ainda intacto?

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Chegou ao fim a aguardada segunda temporada de The Last of Us, série da HBO inspirada no aclamado jogo da Naughty Dog.

Mas se por um lado o final da temporada encerra um arco importante para os fãs, por outro, levanta questionamen-tos: será que a série ainda tem fôlego para manter o impacto da estreia?

A resposta é complexa. Os números de audiência desta temporada ficaram aquém do esperado.
Houve queda significativa em comparação à temporada anterior — aquela que, vale lembrar, bateu recordes e trouxe milhões de espectadores para frente da TV e das plataformas de streaming.

Mas antes de apontar culpados ou decretar fracassos, é preciso reconhecer: a produção, mesmo com críticas, manteve qualidade técnica e narrativa.

Uma temporada mais introspectiva
Diferente da primeira, que surpreendeu pela urgência, rit-mo e impacto emocional imediato, a segunda temporada optou por uma abordagem mais introspectiva, mais cen-trada nas emoções dos personagens — especialmente de Ellie.
O problema é que isso exige paciência. E em tempos de algoritmos e atenção acelerada, paciência é artigo raro.

As mudanças no ritmo, a estrutura de episódios fragmen-tados e decisões de roteiro que dividem opiniões (inclusive entre fãs do jogo) podem ter contribuído para a menor adesão do público.

Mas a série errou mesmo?

Não exatamente.
The Last of Us continua sendo uma das adaptações de videogame mais respeitáveis da história da televisão. A atuação de Bella Ramsey segue intensa e verdadeira. A direção de arte, maquiagem e ambientação continuam impecáveis.
E o roteiro — mesmo com seus altos e baixos — ainda sabe entregar tensão, melancolia e peso emocional.

Mas a verdade é que a expectativa gerada pela tempo-rada de estreia era gigantesca. E qualquer coisa abaixo disso pareceria um tropeço.

E agora, o que esperar?

A HBO já sinalizou que a história ainda não acabou. A ter-ceira temporada está no horizonte, e promete abordar os eventos mais polêmicos do segundo jogo — o que, inevi-tavelmente, deve dividir ainda mais o público.

Mas talvez essa seja a força de The Last of Us:
não querer agradar a todos, e sim provocar, incomodar e emocionar com uma história que nunca foi feita para confortar.

Fim de temporada, mas não o fim da jornada
Sim, a audiência caiu.
Sim, a temporada foi mais “devagar”.
Mas quem acompanhou sabe que The Last of Us ainda entrega momentos que ficam com você muito tempo depois dos créditos subirem.
E se tem algo que a história de Joel, Ellie e agora Abby nos ensinou, é que o fim nunca é só o fim — é o começo de algo novo.
Nos vemos na próxima temporada. E até lá, mantenha-se vivo.
E como sempre… endure and survive.

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