DECEMBER 9, 2022

Ex-presidente Fernando Collor é preso durante a madrugada, após decisão de Moraes

Prisão de Collor é decretada 33 anos após impeachment sobre caso de corrupção

Foto: Moreira Mariz/Agência Senado

O ex-presidente Fernando Collor de Mello foi preso na madrugada desta sexta-feira (25 ) em Alagoas. A prisão ocorreu por volta das 4h, poucas horas depois da determinação do ministro Alexandre de Moraes. 

Em nota enviada ao g1, advogados de Collor informaram que a prisão foi feita quando o ex-presidente se deslocava para Brasília, onde se entregaria de forma espontânea. “O ex-presidente Fernando Collor de Mello encontra-se custodiado, no momento, na Superintendência da Polícia Federal na capital alagoana”, aponta a nota da defesa divulgada pelo g1.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nessa quinta-feira (24 de abril) o segundo recurso da defesa e determinou a prisão imediata do ex-presidente da República e ex-senador Fernando Collor de Mello. Ele foi condenado a oito anos e dez meses, em regime fechado, por participação em esquema de corrupção na BR Distribuidora. Em nota, os advogados afirmaram que Collor “irá se apresentar para cumprimento da decisão determinada”.

A pedido de Moraes, o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, convocou sessão virtual extraordinária do plenário para referendo da decisão, sem prejuízo do início imediato do cumprimento da pena.

Na decisão, Moraes destaca que ficou provado na Ação Penal (AP) 1025 que Collor, com a ajuda dos empresários Luis Pereira Duarte de Amorim e Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos, recebeu R$ 20 milhões para viabilizar irregularmente contratos da BR Distribuidora com a UTC Engenharia para a construção de bases de distribuição de combustíveis. A vantagem foi dada em troca de apoio político para indicação e manutenção de diretores da estatal.

Prisão de Collor é decretada 33 anos após impeachment sobre caso de corrupção

O pedido de reclusão do ex-mandatário vem 33 anos depois dele ser removido da chefia do Executivo em um processo de impeachment que acabou se tornando símbolo da corrupção no país. Collor foi afastado em definitivo pelo Senado em 30 de dezembro de 1992.

O político assumiu o governo federal em março de 1990. Dois anos e nove meses depois, quando deixou o cargo, foi substituído pelo seu vice-presidente Itamar Franco (PMDB), que governou o país até terminar o mandato, no final de 1994.

A queda de Collor envolviam as denúncias feitas pelo seu próprio irmão, Pedro Collor de Mello envolviam o tesoureiro da campanha do ex-presidente, Paulo César Farias. As acusações envolviam o conhecimento de um esquema de tráfico de influência dentro do governo, e de corrupção em reformas na Casa da Dinda, mansão em Brasília na qual morava a família do então chefe do Executivo.

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