DECEMBER 9, 2022

Encontro de Aviação Agrícola aponta possibilidades do mercado e perspectivas do setor no Brasil

Evento realizado durante a Semana do Conhecimento da UFMG em Montes Claros contou com palestrantes do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola, Ministério da Agricultura e Pecuária e empresa do setor

Gabriel Colle SINDAG . Foto: Ana Cláudia Mendes I UFMG

O Brasil possui a segunda maior frota aeroagrícola do mundo. O setor, em expansão, deve chegar ao primeiro lugar nos próximos anos.  Com o objetivo de trazer as inovações da área para o Norte de Minas, foi realizado nesta quarta-feira, 23, dentro da Semana do Conhecimento da UFMG, o 1º Encontro de Aviação Agrícola. O evento é uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais da Universidade em parceria com o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) e Ministério da Agricultura e Pecuária. Na abertura do encontro, o diretor em exercício do campus regional Montes Claros, Alcinei Azevedo, falou sobre a importância da interligação entre academia e mercado. “A área de aviação agrícola é uma parte muito importante do nosso setor produtivo. É notório o avanço que tivemos neste setor nos últimos anos. É muito necessário termos mais profissionais atuando  nessa área. É um mercado em pleno crescimento e com salários atrativos. Aqui, no campus estamos avançando neste sentido com o uso drones que nos possibilitam avançar em aulas práticas. E esperamos que deste primeiro encontro venham também possibilidades de parcerias”, afirmou. 
Acadêmicos e profissionais participaram do evento. O diretor executivo do Sindag, Gabriel Colle falou sobre o mercado de aviação agrícola e as oportunidades profissionais que o setor oferece. “Hoje, a gente tem oportunidade para piloto, agrônomo, técnico, engenheiro florestal, gestor e administrador, por exemplo. Hoje, o Brasil tem a segunda maior frota de aviões e, em 2027, deverá ser a primeira. Com cada vez mais equipamentos, precisaremos de cada vez mais mão de obra”.
Colle destacou ainda que 2024 deve ser o melhor ano da aviação agrícola no Brasil. “A aviação agrícola tem 78 anos no Brasil. E este ano vai ser o que contará com maior número de aviões e drones entrando no mercado. A perspectiva para o ano que vem é muito positiva. Todas as fabricantes de aeronaves estão, até 2028, com toda a produção vendida. Então isto nos dá muita tranquilidade, porque vai ter mercado. Mas é necessário também ter mão de obra”, explicou.
 
A tecnologia aliada à sustentabilidade foi o tema da palestra de Paulo Vilela, diretor de operações da Perfect Flight, empresa de software aeroagrícola. “A utilização de dados dentro da agricultura, da aviação agrícola pode ajudar o agricultor a ser mais assertivo, a usar racionalmente o defensivo, saber onde, quando e como fazer as aplicações. Temos novas modalidades de aplicação vindo, o uso destes dados pode auxiliar os drones de pulverização no uso dessa tecnologia de forma mais localizada e precisa, por exemplo”.  Vilela destacou ainda como a tecnologia pode impulsionar a economia na lavoura. “A gente trabalha muito na rentabilidade do agricultor. Produzir mais com menos, com uma margem maior  e respeitando o meio ambiente e a legislação”, ressalta. 
O analista do Ministério da Agricultura e Pecuária, Lucas Fernandes de Souza, falou sobre a legislação da aviação agrícola e atualizações previstas. “A legislação da aviação agrícola é bem antiga. A primeira legislação reporta de 1969, até hoje é válida esta legislação. Depois, veio um decreto de 1981 e existem as portarias. Como a aviação agrícola evoluiu muito nos últimos anos, precisamos atualizar as leis. Teremos um novo decreto que deve ser publicado entre o final deste ano e o primeiro trimestre do ano que vem. Estamos mudando também algumas portarias, que estão abertas a consultas públicas para que a população possa opinar”. Para Souza encontros como este são de grande importância para a formação de futuros profissionais. “Trazer este tema para dentro da universidade é muito importante porque os jovens podem, dentro da academia ainda buscar conhecimento e quando entrar no mercado, já têm conhecimento do setor e fica mais fácil para todos”.
Para o coordenador do evento e também do Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais da UFMG, professor Pedro Guilherme Lemes, o evento é uma oportunidade de aproximação entre acadêmicos  e o mercado. “Nós temos que acompanhar as tendências do mercado. Esta é uma oportunidade de a gente aproximar os alunos do que tem de mais novo no setor. É a hora de mostrar que este é um setor em que é possível atuar. Espero que estas palestras despertem o interesse dos participantes e que se formem parcerias também”.

Programação da Semana do Conhecimento
A programação da 33ª Semana do Conhecimento segue até esta sexta-feira, 25 com atividades diversificadas.
No dia 24, será realizada a 11ª Feira de Ciências do Norte de Minas Gerais e Vales do Jequitinhonha e Mucuri. As inscrições de trabalhos podem ser feitas até o dia 21 de outubro. A inscrição deverá ser feita até as 17h do dia 21 de outubro pelo e-mail da coordenação: feiracienciasvjnorteminas@gmail.com.
Mais informações e edital completo 
aqui.
Encerrando as atividades da Semana do Conhecimento, será realizado, no dia 25 de outubro, o 3º Workshop da Pós-Graduação. O evento contará com uma programação diversificada, incluindo palestras inspiradoras ministradas por especialistas renomados, além de apresentações orais e de pôsteres de trabalhos selecionados. Inscrições para participação no workshop podem ser feitas até o dia 24 de outubro 
pela internet.
O prazo para submissão de resumos se encerra no dia 10 de outubro. Mais informações na 
página do evento.

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