DECEMBER 9, 2022

COLUNA DO PECÊ

PRIMEIRA MULHER PRESIDENTE A deputada estadual Leninha (PT) poderá, mesmo que por um curto período, ser a primeira mulher a ocupar efetivamente a presidência da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Atualmente, ela é a primeira vice-presidente e ocupa a presidência interinamente, em função da viagem ao exterior do governador Mateus Simões (PSD), que está sendo […]

PRIMEIRA MULHER PRESIDENTE

A deputada estadual Leninha (PT) poderá, mesmo que por um curto período, ser a primeira mulher a ocupar efetivamente a presidência da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Atualmente, ela é a primeira vice-presidente e ocupa a presidência interinamente, em função da viagem ao exterior do governador Mateus Simões (PSD), que está sendo substituído na chefia do Executivo por Tadeuzinho (MDB), presidente licenciado da Assembleia.

Tadeuzinho deverá, ainda como governador interino, se casar com a deputada estadual Maria Clara Marra (PSDB) e sair em viagem de lua de mel. Isso deve ocorrer antes de Mateus Simões retornar ao Brasil. Com o afastamento também de Tadeuzinho, Leninha não assume o governo. Na linha sucessória, o posto caberá ao presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o desembargador Vicente de Oliveira Silva.

Ocorre que circula nos bastidores da política a informação de que, ao se afastar para a lua de mel, Tadeuzinho poderá renunciar à presidência da Assembleia, permitindo que o feito histórico aconteça: uma mulher se tornar, pela primeira vez, presidente efetiva da Casa legislativa estadual.

 

FIM DA LISTA TRÍPLICE

Desde que foi eleita deputada estadual, Leninha tem se destacado entre as parlamentares que mais destinaram emendas à Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), contemplando projetos de todas as áreas. Egressa da instituição, onde também fez seu mestrado, Leninha talvez seja a parlamentar mais identificada com os corpos docente e discente da universidade.

E será sob sua presidência, interina ou efetiva, que a Assembleia de Minas vai votar o fim da lista tríplice nas eleições para reitor e vice-reitor das universidades estaduais. O projeto de lei já foi aprovado por unanimidade no primeiro turno e deve passar com tranquilidade também no segundo.

É uma medida que conferirá aos reitores maior autonomia para gerir as instituições, sem pressão da classe política, que hoje pode atuar diretamente junto ao governador para que qualquer nome da lista tríplice seja nomeado reitor, independentemente de ter sido ou não o mais votado. A medida já vale para as universidades federais, que agora escolhem seus dirigentes por eleição direta, sem necessidade de validação pelo presidente da República.

 

EMPATE EM MONTES CLAROS

Mesmo com todo o esforço do prefeito Guilherme Guimarães (União Brasil), que chegou a participar de atividades de campanha na véspera da votação, do vice-prefeito Otávio Rocha (PP) e dos deputados Arlen Santiago (MDB) e Marcelo Freitas (União Brasil), hoje os mais influentes junto à administração municipal, a diferença entre os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) em Montes Claros caiu de 14.763 votos no primeiro turno para 379 votos no segundo. Um resultado próximo de um empate, com ambos os candidatos alcançando 50% dos votos válidos na cidade, após os devidos arredondamentos.

Montes Claros, portanto, está dividida ao meio em termos de política nacional. Quem quiser vencer as eleições para prefeito em 2028 terá que dialogar muito com os dois lados, principalmente num cenário sem a presença do ex-prefeito Humberto Souto, que foi o grande eleitor e, disparadamente, o maior responsável pela vitória do atual prefeito, Guilherme Guimarães.

 

GUILHERME SERÁ CANDIDATO?

Leitores têm me questionado se, na minha opinião, Guilherme Guimarães será ou não candidato a prefeito de Montes Claros em 2028. Entendo que, naturalmente, sendo possível a reeleição, ele é candidato, a menos que tenha planejado exercer um único mandato e queira retomar suas atividades profissionais de professor, engenheiro e consultor, áreas nas quais, é importante ressaltar, ele é muito respeitado.

O grupo da atual administração precisa fazer um cálculo político caso queira permanecer no poder. Entre os nomes de maior destaque na Prefeitura hoje, Guilherme talvez seja o menos radicalizado e aquele com maior capacidade de diálogo, o que lhe confere, na minha avaliação, a menor rejeição, com muita folga, entre os possíveis candidatos ligados à administração.

Aliás, muitas pessoas próximas ao prefeito cobram que sua gestão tenha mais a “cara de Guilherme”, considerando que hoje se destacam mais, pelo menos na imagem que a Prefeitura transmite à opinião pública, outras influências que o cercam. Guilherme sempre se posicionou no campo da diplomacia, nunca no da truculência.

 

Resumindo: no meu entendimento, no cenário de hoje, é difícil que a administração viabilize um candidato competitivo para as eleições de 2028 que não seja o próprio Guilherme.

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