O discurso de Lula (PT) na abertura da Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22), apresentou a eleição como um embate entre democracia e autoritarismo e funcionou como uma vacina contra Donald Trump, analisa a repórter especial Patrícia Campos Mello.
Recheado de recados eleitorais, o pronunciamento serviu para reforçar a bandeira da soberania e enfatizar a plataforma de campanha do petista. Sem citar os Estados Unidos nominalmente, Lula se referiu diversas vezes às ações do governo Trump. “Diferenças ideológicas não devem ser obstáculo para a integração entre vizinhos. A democracia está em xeque”, afirmou, depois de mencionar interferências praticadas pela “maior potência militar do mundo”, numa referência aos EUA.
Sobrou espaço ainda para tentar retratar Flávio Bolsonaro (PL) como o candidato que será subserviente a Washington. “Teremos um pleito transparente e competitivo, em que todos os candidatos desfrutam da mais ampla liberdade de expressão. Sabemos que alguns abusam dessa liberdade para se associar a interesses estrangeiros contrários ao país.”
Faltam 11 dias para o primeiro turno.
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