O Brasil tem que ser estudado. Nem os melhores roteiros de Hollywood poderiam prever o que aconteceu ontem. De início, a Band promoveria seu tradicional debate presidencial, mas sem Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo).
Acontece que, ao mesmo tempo que os jornalistas da emissora faziam perguntas ao “Time B” dos presidenciáveis… a Record escolheu o mesmo horário para transmitir uma entrevista gravada com o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva e;
Pablo Marçal, que tem mais seguidores que as duas emissoras somadas, fez uma transmissão ao vivo em seu Instagram e YouTube.
O que poucos enxergam: com as redes sociais, a lógica muda e é como se cada candidato tivesse sua própria “emissora” nas mãos. O debate — ou um podcast — vira meramente uma oportunidade para gerar cortes em redes sociais.
De 20:00 às 21:30, os três participantes postaram 8 cortes em suas redes sociais, sendo 5 de Renan, 2 de Caiado e 1 de Augusto Cury.
Sem Lula e Flávio, que juntos somam 72% das intenções de voto, a audiência é pífia. Nenhum dos candidatos que participaram do debate tem mais de 5% nas pesquisas.
O que importa saber aqui: pela primeira vez, desde a redemocratização, nenhum dos dois candidatos líderes nas pesquisas esteve presente. Repetindo, foi a primeira vez que isso aconteceu — Lula foi quem primeiro se recusou a ir e gerou o efeito dominó.
Curiosidade: No 1º bloco do debate, enquanto a partida entre São Paulo e Chapecoense estava ao vivo na CazeTV, o futebol tinha um milhão de espectadores simultâneos contra 325 mil no YouTube da Band.
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