DECEMBER 9, 2022

Copasa alcança R$ 2 bilhões em receita no 2º trimestre de 2026 e soma R$ 1,5 bilhão em investimentos até junho

Recorde de aportes no semestre ampliam a segurança hídrica, a modernização de redes e a eficiência nos serviços prestados à população

A Copasa divulgou os resultados financeiros e operacionais do segundo trimestre de 2026 (2T26), reafirmando o compromisso de expandir e modernizar a infraestrutura de saneamento básico em Minas Gerais. No acumulado dos primeiros seis meses do ano, o volume de investimentos (Capex) atingiu R$ 1,5 bilhão, montante 27% superior ao registrado no mesmo período de 2025, impulsionando intervenções estruturantes de água e esgoto em diversas regiões do Estado.
O avanço na execução das obras e na eficiência operacional refletiu-se na solidez do balanço financeiro do período. A receita líquida da Companhia atingiu R$ 2 bilhões no trimestre, representando um crescimento de 8,9% em relação ao 2T25. O EBITDA ajustado somou R$ 762 milhões, com avanço de 11,7% comparativamente ao 2T25, sendo de 39% a margem ajustada, enquanto o lucro líquido ajustado ficou em R$ 275,5 milhões. Além disso, em linha com a disciplina financeira e o retorno aos acionistas, a empresa declarou R$ 320,1 milhões em Juros sobre o Capital Próprio (JCP) referentes ao primeiro semestre.
Para a presidente da Copasa, Marília Carvalho de Melo, os resultados expressam a conexão direta entre a gestão eficiente e o cuidado com a população. “A consistência dos nossos indicadores financeiros ganha real sentido quando é traduzida em saúde, dignidade e qualidade de vida para as pessoas. Ao aplicarmos R$ 1,5 bilhão em obras no primeiro semestre, estamos modernizando redes, reduzindo perdas e garantindo segurança hídrica para centenas de municípios. Nosso compromisso diário é trabalhar com foco no cliente e na eficiência operacional, construindo um saneamento mais forte e sustentável para Minas Gerais “, destaca a presidente.
Modernização e combate às perdas
Entre as principais frentes de trabalho em andamento, destaca-se a ampla intervenção de engenharia voltada à modernização da infraestrutura na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), que abrange a substituição e renovação de 351 quilômetros de redes de água e ramais prediais. A iniciativa aplica tecnologias de ponta e tubulações de alta resistência para otimizar o controle de pressão e eliminar vazamentos invisíveis, trazendo mais estabilidade ao fornecimento de água na Grande BH.
No programa de combate às perdas de água, aplicável à capital e aos municípios do interior, foram direcionados R$ 156 milhões no semestre, contribuindo para a redução do índice de perdas na distribuição para 35% — uma queda de 2,6 pontos percentuais em relação a junho de 2025. A variação reflete também a adequação metodológica promovida pela ARSAE-MG, em conformidade com o critério estabelecido pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), que considera o Consumo Autorizado Não Faturado no cálculo do indicador. A meta estabelecida pela legislação é alcançar o índice de 25% até 2033.
A evolução operacional é impulsionada ainda por investimentos em tecnologia. Nos últimos 12 meses, a empresa substituiu 654 mil hidrômetros, incluindo equipamentos inteligentes e de alta precisão. A Companhia também registrou índice de 100% de hidrometração.
Canteiro de obras
Entre as obras destacadas no balanço do semestre está a ampliação do Sistema Rio Manso, que tem conclusão prevista para o primeiro semestre de 2027 e prevê, ao todo, 12 quilômetros de adutoras de água tratada entre Mário Campos, Sarzedo e Betim, com investimento total de cerca de R$ 400 milhões.
No primeiro semestre deste ano, a Copasa colocou em operação um trecho estratégico dessa obra, garantindo um incremento entre 60 e 86 milhões de litros de água distribuída por dia na RMBH. A intervenção assegura o fornecimento de água tratada para milhões de pessoas, especialmente diante de desafios climáticos e do crescimento urbano. Com aporte de R$ 87 milhões, a etapa entregue abrange cerca de três quilômetros de adutoras de grande porte (1.800 mm) entre Mário Campos e Sarzedo, aumentando a capacidade de transporte e produção da Estação de Tratamento de Água (ETA) Rio Manso em uma vazão de 700 a 1.000 litros por segundo.
Ao mesmo tempo, a Companhia dá continuidade aos investimentos no interior do Estado, promovendo a descentralização dos aportes e fortalecendo o saneamento regional. As ações englobam a ampliação e modernização de Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), perfuração de novos poços operacionais e melhorias nos sistemas de reservação.
Na gestão ambiental e energética, a empresa expandiu a utilização de energia limpa vinda do mercado livre e de usinas fotovoltaicas, otimizando custos e reduzindo a pegada de carbono.
Atualmente, a Companhia mantém universalizado o atendimento por água tratada, com índice superior a 99% em sua área de atuação, enquanto a cobertura global de esgotamento sanitário alcançou 80,1%, avançando em direção às metas estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento.
Crédito: Divulgação/Copasa
Legenda: Entre as obras destacadas no balanço do semestre está a ampliação do Sistema Rio Manso, que tem conclusão prevista para o primeiro semestre de 2027 e prevê, ao todo, 12 quilômetros de adutoras de água tratada entre Mário Campos, Sarzedo e Betim, com investimento total de cerca de R$ 400 milhões.
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