DECEMBER 9, 2022

FATOS & DETALHES – BRASIL

NOVA DATAFOLHA Pesquisa do instituto Datafolha divulgada na última sexta-feira (24) mostra que Lula (PT) segue à frente de Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto para presidente. No cenário de primeiro turno, Lula oscilou de 41% para 40%, dentro da margem de erro, enquanto Flávio passou de 31% para 32%. A diferença entre os […]

NOVA DATAFOLHA

Pesquisa do instituto Datafolha divulgada na última sexta-feira (24) mostra que Lula (PT) segue à frente de Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto para presidente. No cenário de primeiro turno, Lula oscilou de 41% para 40%, dentro da margem de erro, enquanto Flávio passou de 31% para 32%. A diferença entre os dois ficou em oito pontos percentuais. Nenhum outro nome chegou a 4%. Já na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente passou de 47% para 48%, enquanto o senador permaneceu com os mesmos 43% do levantamento anterior. O Datafolha ouviu 2.004 pessoas em todo o país entre os dias 22 e 24 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-01166/2026.

 

NOVA DATAFOLHA II

O Datafolha também mediu a rejeição dos candidatos. Flávio Bolsonaro aparece numericamente como o mais rejeitado, com 48% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum, seguido de Lula, com 46%. A aprovação do governo Lula superou numericamente a desaprovação. O percentual dos que aprovam passou de 48% para 49%, enquanto o dos que desaprovam passou de 49% para 48%. O índice bom/ótimo permaneceu em 32%, enquanto o ruim/péssimo também se manteve nos mesmos 38% do levantamento anterior. O quadro apresentado pelo Datafolha é de cristalização absoluta do processo.

 

NEXUS/BTG

Nesta segunda-feira (27), foi divulgada a pesquisa BTG/Nexus. No cenário de primeiro turno, Lula passou de 40% para 42%, enquanto Flávio Bolsonaro recuou de 34% para 33%. As duas movimentações ocorreram dentro da margem de erro. Nenhum dos demais candidatos superou 6%. Já na simulação de segundo turno, Lula manteve os mesmos 47% registrados na pesquisa BTG/Nexus anterior, enquanto Flávio Bolsonaro recuou de 44% para 43%. O resultado configura empate técnico no limite da margem de erro. Foram entrevistados 2.004 eleitores entre os dias 21 e 24 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-01489/2026.

 

NEXUS/BTG II

Na pesquisa BTG/Nexus, a aprovação de Lula manteve-se em 47%, enquanto a desaprovação passou de 47% para 49%. O índice ruim/péssimo subiu de 41% para 43%, enquanto o bom/ótimo passou de 35% para 36%. Na rejeição, Flávio Bolsonaro permaneceu com os mesmos 50% da pesquisa anterior, e Lula também ficou estável, com 46%. Todas as variações registradas ocorreram dentro da margem de erro.

 

CONVENÇÕES SEM VICE

Como a coluna já havia antecipado, Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) saíram das convenções que oficializaram suas candidaturas à Presidência sem os respectivos candidatos a vice definidos. Flávio Bolsonaro deverá ter uma mulher do próprio PL como companheira de chapa, já que não tem encontrado nenhum partido de expressão disposto a formar uma coligação desde o primeiro turno. Romeu Zema, por sua vez, não terá o nome que queria: o empresário e palestrante motivacional Geraldo Rufino (Podemos), que se lançou candidato ao Senado por São Paulo. Zema agora sonha em ter Joaquim Barbosa, que desistiu de se candidatar a presidente pelo DC, como vice. A definição, porém, só deverá ocorrer no último dia do prazo para o fechamento da ata da convenção.

 

CENTRÃO SENDO CENTRÃO

O Centrão, como já expliquei aqui, é um bloco de partidos de direita que se posiciona no centro da polarização eleitoral do país, pendulando sempre para o lado do qual pode extrair mais vantagens, de todas as ordens. Desta vez, parece que ficará integralmente neutro na eleição presidencial. Depois da Federação PP-União Brasil e do Republicanos, agora é o MDB que anuncia que também optará pela neutralidade. Diferentemente dos anteriores, o MDB já oficializou a decisão em sua convenção nacional. Os diretórios estaduais ficarão liberados para apoiar quem quiserem. Nos estados do Norte e do Nordeste, tendem a apoiar Lula; no Sudeste e no Centro-Oeste, devem se dividir; e, no Sul, tudo indica que ficarão com Flávio Bolsonaro. Quando a curva da eleição apontar para um favorito claro, porém, todo o Centrão deverá apoiar esse nome, mesmo que informalmente.

 

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