DECEMBER 9, 2022

Alexandre Kalil, ex-presidente do Galo e ex-prefeito de BH, é confirmado pelo PDT como candidato ao Governo de Minas

A primeira semana das reuniões das siglas não trouxe progresso na configuração das chapas, cenário que deve ser mantido nos últimos dez dias restantes

O início das convenções partidárias em Minas Gerais não representa, por ora, definições nas chapas que devem estar na disputa para o governo do estado. A primeira semana das reuniões das siglas não avançou na configuração das chapas, cenário que deve ser mantido nos últimos dez dias restantes para que as legendas se reúnam para homologar candidaturas e apoios no pleito. O prazo final para que os partidos façam seus encontros encerra-se em 5 de agosto. A data limite para registro de chapas é em 15 de agosto.

No final de semana, o Republicanos terminou a convenção sem saber se o senador Cleitinho Azevedo será candidato. Ele faltou ao encontro na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) no sábado e a legenda definiu, apenas, a aprovação de uma eventual aliança com a Federação União-PP e o Podemos. Ontem, por sua vez, o PDT confirmou Alexandre Kalil como candidato ao Palácio Tiradentes em chapa ainda vazia, sem indicações para as posições de vice-governador e Senado, enquanto PSOL e Rede confirmaram Áurea Carolina (PSOL) na busca por uma vaga à Casa Alta do Congresso.

A nova rodada de encontros partidários terá início hoje, com a convenção do Partido Liberal (PL), que será realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Na cerimônia, a sigla vai definir se terá candidato próprio ou se apoiará uma eventual candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). A única confirmação prevista deve ser a do deputado federal Domingos Sávio como candidato ao Senado.

Na terça-feira, a Federação PSDB e Cidadania discutirá os rumos que as legendas seguirão na eleição de outubro. A coalizão tem tratativas avançadas com o PDT para integrar o palanque de Alexandre Kalil. O deputado federal Aécio Neves é cotado para ser candidato ao Senado na chapa, mas quer aguardar a definição do cenário em Minas para definir se entrará, ou não, na disputa.

Nos encontros previstos para os próximos dias, o Partido dos Trabalhadores (PT) oficializará na sexta-feira a candidatura do deputado federal Patrus Ananias ao governo e da ex-prefeita de Contagem Marília Campos para o Senado. As homologações se darão em meio às conversas com outras legendas para finalizar a montagem da chapa. O PSB, que fará convenção no próximo domingo, 2 de agosto, pode optar por garantir a segunda vaga ao Senado na nominata.

Neste cenário, a indicação poderia ser do ex-procurador-geral do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Jarbas Soares Júnior, que permanece como pré-candidato ao governo. Há ainda uma possibilidade dos pessebistas indicarem também o vice na chapa, posição que poderia ser ocupada pelo empresário e ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Alencar.

Ele, segundo interlocutores do PSB, é o preferido do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No final de semana, também com chapas ainda indefinidas, o MDB deve oficializar a candidatura de Gabriel Azevedo ao governo, enquanto o PSD deve confirmar o governador Mateus Simões na disputa pela reeleição.

No caso de Azevedo, há tratativas com o Avante para compor a chapa. Outras legendas também estão no radar. Já no palanque de Simões, o Novo aprovou em convenção a indicação da vereadora de Belo Horizonte Fernanda Pereira Altoé ou do ex-deputado federal Thiago Mitraud para a posição de vice. No Senado, o PSD também deverá oficializar Carlos Viana como candidato à reeleição. A outra vaga seria de Marcelo Aro (PP), que poderia levar consigo o apoio da Federação União Progressista, mas ele resiste em formar dobradinha com Viana.

Apoio cobiçado

A federação entre União Brasil e PP, a propósito, desponta como o apoio mais cobiçado da eleição. Os dois partidos vão garantir mais recursos e tempo de TV ao candidato que for apoiado pela coalizão. As legendas não definiram qual candidatura vão apoiar ou se vão ter um candidato próprio ao Palácio Tiradentes – neste cenário o nome a ser lançado é justamente o de Marcelo Aro.

Sabendo do capital político que detém no pleito, a federação deixou a convenção para o limite do prazo. Os partidos vão se reunir na Assembleia Legislativa na próxima segunda-feira, 3 de agosto, para a definição do caminho a ser seguido no pleito.

 

https://www.otempo.com.br/eleicoes/2026/governadores/2026/7/27/convencoes-nao-avancam-em-definicoes-e-partidos-devem-prolongar-formacao-de-chapas-ao-limite

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