NOVA QUAEST
Foi divulgada nesta quarta-feira (15) mais uma rodada da pesquisa Quaest para a Presidência da República. Lula (PT) oscilou para cima, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) recuou, confirmando a tendência apresentada nos últimos levantamentos.
No cenário de primeiro turno, Lula passou de 39% para 40%, enquanto Flávio Bolsonaro caiu de 29% para 28%. Nenhum dos demais candidatos testados atingiu 5% das intenções de voto.
Considerando apenas os votos válidos, quando são desconsiderados os eleitores que pretendem votar em branco ou nulo e aqueles que ainda estão indecisos, Lula aparece com 49,4%. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, a Quaest aponta a possibilidade de reeleição do presidente ainda no primeiro turno.
NOVA QUAEST II
O cenário de segundo turno registrou movimentação semelhante. Lula passou de 44% para 45%, enquanto Flávio Bolsonaro recuou de 38% para 37%. A diferença entre os dois chegou a oito pontos percentuais.
A rejeição a Lula caiu de 53% para 50%, enquanto a de Flávio Bolsonaro subiu de 56% para 57%. Também houve mudanças na aprovação pessoal do presidente e na avaliação do governo.
Segundo a pesquisa, 48% dos entrevistados aprovam o trabalho de Lula, enquanto 47% desaprovam. Na rodada anterior da Quaest, a aprovação era de 47%, contra 48% de desaprovação.
Já a avaliação positiva do governo, classificada como boa ou ótima, subiu de 34% para 36%. A avaliação negativa, considerada ruim ou péssima, caiu de 38% para 36%.
NOVA QUAEST III
A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 13 de julho e ouviu 2.004 eleitores em todo o país. Os números da Quaest ajudam a explicar por que partidos e federações que estavam praticamente fechados com a candidatura de Flávio Bolsonaro começam a caminhar para a neutralidade.
É o caso do Republicanos, partido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que não deve apoiar formalmente o filho do ex-presidente no primeiro turno. A Federação União Brasil/PP, que poderia indicar o candidato a vice na chapa de Flávio, também estaria recuando do apoio e avaliando liberar seus diretórios estaduais.
Além do desgaste provocado por seu envolvimento com Daniel Vorcaro, do Banco Master, também pesam contra Flávio Bolsonaro a briga pública com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e os desdobramentos do novo tarifaço anunciado pelo governo dos Estados Unidos contra o Brasil. O governo norte-americano é aliado político do senador.
NOVA QUAEST IV
A pesquisa Quaest também revelou o que a população pensa sobre o desentendimento público entre Michelle Bolsonaro e seu enteado, Flávio Bolsonaro.
Questionados sobre com quem concordam mais na disputa, 42% responderam que concordam com Michelle, enquanto 18% ficaram ao lado de Flávio. Outros 22% disseram não concordar com nenhum dos dois, 3% concordam com os dois e 15% não souberam ou não responderam.
Segundo a Quaest, entre os eleitores que se declaram de direita, mas não bolsonaristas, a intenção de voto em Flávio Bolsonaro caiu de 74%, em maio, para 54% na pesquisa atual.
PRESIDENTES SE EXPLICAM
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, deu prazo de dez dias para que os presidentes dos 21 partidos com representação no Congresso Nacional expliquem se, a exemplo do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, também indicam emendas parlamentares para municípios, mesmo sem possuírem mandato ou prerrogativa legal para isso.
A possibilidade de presidentes partidários sem mandato indicarem emendas é mais uma das benesses proporcionadas pelo malfadado Orçamento Secreto.
É um escárnio que recursos públicos federais sejam destinados sem que o responsável pela indicação seja devidamente identificado ou sem que as informações sobre a aplicação do dinheiro estejam completamente explícitas antes da liberação.
CAIADO SEM PSD
Não é apenas em Minas Gerais que o candidato do PSD ao governo estadual deixará de apoiar a candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República.
Em Minas, como todos já sabem, Mateus Simões apoiará a candidatura de Romeu Zema, do Novo, ao Palácio do Planalto.
Em outros seis estados, os candidatos do PSD ao governo devem apoiar a reeleição de Lula: Amazonas, com Omar Aziz; Pernambuco, com Raquel Lyra; Sergipe, com Fábio Mitidieri; Rio de Janeiro, com Eduardo Paes; Mato Grosso, com Natasha Slhessarenko; e Tocantins, com Laurez Moreira.
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