ÁUREA CAROLINA EM MONTES CLAROS
Depois de Domingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT), que estiveram na região na semana passada, agora é a vez de outra pré-candidata ao Senado, Áurea Carolina (PSOL), visitar o Norte de Minas. Nesta terça-feira (7), às 19 horas, ela estará em Montes Claros, onde participa de reunião na Casa de Augusta, no Corredor Cultural. Na quarta-feira (8), cumpre agenda em Bocaiuva e, em seguida, retorna a Montes Claros para mais um encontro, desta vez no espaço Matula, no bairro Todos os Santos, também às 19h. Na quinta-feira (9), Áurea Carolina vai a Januária, onde se reúne com lideranças locais na Casa de Artesanato, mais uma vez às 19h.
À ESPERA DE CLEITINHO
O PL marcou sua convenção estadual para o dia 23 de julho, quando pretende apresentar, além de seu candidato ao Senado, que será o deputado federal Domingos Sávio, e suas chapas de candidatos a deputado federal e estadual, o nome que disputará o Governo de Minas. A vontade da maioria absoluta do partido é que esse nome seja o do senador Cleitinho (Republicanos), o que reforçaria o palanque do candidato a presidente da sigla no estado, Flávio Bolsonaro. Mas, se Cleitinho não concorrer, e até agora ele não disse se vai ou se fica, o partido deve optar entre dois nomes: o ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli, ou o ex-presidente da FIEMG, Flávio Roscoe.
VICE DE MATEUS SIMÕES
O Novo se movimenta para apresentar o candidato a vice do governador Mateus Simões, que buscará a reeleição em outubro. O ex-deputado federal Lucas Gonzalez deixou o cargo que ocupava na Cemig no prazo final de desincompatibilização para estar apto a ocupar a vaga, caso a vice de Simões fique realmente com o Novo. A engenharia política do governador, no entanto, não descarta que o nome seja de outro partido, desde que isso fortaleça sua coligação.
Os outros nomes que o Novo cogitava para a vice foram, por ora, descartados. A vereadora de Belo Horizonte, Fernanda Altoé, será candidata a deputada estadual. O partido entende que ela soma votos importantes para a sigla crescer de tamanho na Assembleia. Já o ex-deputado federal Tiago Mitraud foi vetado por lideranças do Novo.
SE TIVER, SERÁ SANDRA
Em política, fazer previsões é sempre complicado e coloca em risco a credibilidade do analista. Mas arrisco dizer que, pela nuvem de hoje, no momento em que escrevo esta coluna, se o PT tiver candidato próprio ao Governo de Minas, o nome deverá ser mesmo o da ex-reitora da UFMG, Sandra Goulart.
Marília Campos está completamente fora de questão. Ela será candidata ao Senado. Por outro lado, o PT entende que tirar um nome das suas chapas de candidatos a deputado federal ou estadual para lançar ao governo seria criar um desfalque em uma seara que o partido trata como prioridade: aumentar a bancada de parlamentares petistas nas eleições deste ano. A definição deve ocorrer ainda nesta semana.
JARBAS OU GABRIEL
Não está descartado, porém, que o PT venha a apoiar Jarbas Soares, do PSB, ou Gabriel Azevedo, do MDB, para governador. Para que isso aconteça, o presidente Lula, que chamou para si a definição em Minas, precisará ser convencido de que ambos possam oferecer mais do que a alternativa de uma candidatura de centro.
Lula entende que qualquer candidato apoiado por ele em Minas terá entre 20% e 30% dos votos no primeiro turno. Se Jarbas ou Gabriel não somarem votação própria expressiva a isso, para Lula seria melhor lançar um nome do próprio PT. Mesmo com um candidato de outro partido, seria o PT quem contribuiria na eventual chapa com mais tempo de TV e mais recursos do fundo eleitoral. As articulações estão a todo vapor.
GUERRA NO PSD
O governador Mateus Simões está com um abacaxi gigante para descascar na formação de sua chapa. Isso porque o pré-candidato ao Senado, Marcelo Aro (PP), seu ex-secretário de Governo, não admite que o outro candidato a senador na chapa de Simões seja Carlos Viana, que se filiou ao PSD sob a garantia do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, de que teria legenda para disputar a reeleição.
Se Kassab bater o pé, há o risco real de Marcelo Aro ser candidato ao Senado na chapa de Cleitinho, caso ele seja candidato ao governo, ou na chapa do PL, levando consigo o apoio formal da federação formada pelo seu partido com o União Brasil.
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