DECEMBER 9, 2022

FATOS & DETALHES – BRASIL

CRISE NO BOLSONARISMO Agora, além de explicar sua relação com Daniel Vorcaro e o Caso Master, Flávio Bolsonaro (PL) precisará responder ao seu eleitorado por que Michelle Bolsonaro, esposa de seu pai, Jair Bolsonaro, resolveu romper com ele. Michelle não só gravou um vídeo em que acusou Flávio de comportamento machista e misógino, como também […]

CRISE NO BOLSONARISMO

Agora, além de explicar sua relação com Daniel Vorcaro e o Caso Master, Flávio Bolsonaro (PL) precisará responder ao seu eleitorado por que Michelle Bolsonaro, esposa de seu pai, Jair Bolsonaro, resolveu romper com ele. Michelle não só gravou um vídeo em que acusou Flávio de comportamento machista e misógino, como também abandonou, em pleno ano eleitoral, a presidência do PL Mulher. Ela é considerada uma personagem fundamental em dois segmentos do eleitorado: mulheres e evangélicos. Entre as mulheres, o bolsonarismo sempre teve desempenho inferior ao lulismo. Já entre os evangélicos, onde possui maior força, o afastamento de Michelle pode provocar estragos, já que ela é, de fato, a única evangélica da família.

 

CRISE NO BOLSONARISMO II

Apesar de o próprio Flávio ter tentado amenizar o atrito com a madrasta, que deixou de seguir todos os filhos de Jair Bolsonaro nas redes sociais, pessoas de seu entorno passaram a atacar Michelle. Um dos principais gurus do bolsonarismo, Paulo Figueiredo, que está ao lado de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos articulando sanções contra o Brasil junto ao governo Trump, divulgou um polêmico vídeo afirmando que as mulheres não sabem votar e fazendo duras críticas à ex-primeira-dama. Além de Michelle, também vêm sendo criticados, por um possível baixo envolvimento na campanha de Flávio Bolsonaro, nomes importantes da direita, como o deputado federal mineiro Nikolas Ferreira e a senadora Damares Alves (PL-DF).

 

PESQUISA ATLAS

Nesta quarta-feira (1º de julho), foi divulgada mais uma pesquisa Atlas de intenção de voto para presidente da República. No cenário de primeiro turno ampliado, com todos os pré-candidatos já colocados, o presidente Lula (PT) subiu de 44% para 46,3%, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) caiu de 39% para 36,6%. Renan Santos (Missão) passou de 5% para 7,8%; Ronaldo Caiado (PSD) oscilou de 3% para 2,9%; e Romeu Zema (Novo), de 3% para 2%. Em outro cenário de primeiro turno, que inclui apenas esses candidatos, além de Joaquim Barbosa (DC), Lula oscilou de 47% para 47,2%, enquanto Flávio caiu de 40% para 36,3%. Nenhum dos demais candidatos atingiu 8%.

 

PESQUISA ATLAS II

No cenário de segundo turno, Lula passou de 48% para 48,8%, enquanto Flávio Bolsonaro caiu de 48% para 42,3%. O Atlas também testou cenários com Fernando Haddad (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) como candidatos no lugar de Lula, e ambos derrotam Flávio Bolsonaro: Alckmin aparece com 47,4% contra 41,7% de Flávio, enquanto Haddad registra 46,4% contra 42,8%. Segundo a mesma pesquisa, a rejeição de Flávio Bolsonaro é de 53%, enquanto 48,6% afirmam que não votariam em Lula de jeito nenhum.

 

PESQUISA ATLAS III

O instituto Atlas também perguntou aos eleitores de qual cenário têm mais medo: da eleição de Flávio Bolsonaro ou da reeleição de Lula. A eleição de Flávio foi apontada por 48,4% dos entrevistados, enquanto a reeleição de Lula foi citada por 42,4%. Na penúltima pesquisa do instituto, 47,3% afirmavam temer mais a reeleição de Lula, enquanto 45,4% diziam temer mais a eleição de Flávio Bolsonaro. Ou seja, o Atlas também registra a mesma tendência observada por outros institutos: queda de Flávio Bolsonaro e consolidação dos números de Lula. Esse levantamento já captou o desgaste provocado pelo Caso Master, que envolve o próprio Flávio Bolsonaro e o ex-líder do Governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT).

 

KASSAB VICE

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, será o candidato a vice-presidente na chapa de Ronaldo Caiado. Sem outros partidos na coligação e enfrentando dificuldades para fechar alianças em razão do desempenho nas pesquisas, o PSD optou por uma chapa puro-sangue. Na prática, o principal objetivo do partido sempre foi ampliar sua bancada de deputados federais e senadores. A candidatura própria à Presidência serve também para evitar um alinhamento precoce, ainda no primeiro turno, tanto com Lula quanto com Bolsonaro. Nesse contexto, lançar um candidato próprio torna-se uma estratégia bastante conveniente.

 

VICES DOS OUTROS CANDIDATOS

Lula já definiu que seu candidato a vice continuará sendo Geraldo Alckmin, do PSB. Há cerca de um ano, praticamente todos apontavam que o vice de Flávio Bolsonaro seria o senador Ciro Nogueira (PP), ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro. Essa possibilidade, porém, perdeu força depois que Ciro passou a ser apontado como o principal articulador político de Daniel Vorcaro no Congresso Nacional. Hoje, é pouco provável que o vice de Flávio seja um nome do PP, já que, após os recentes desgastes do senador, setores da federação União Brasil-PP defendem um afastamento do filho de Jair Bolsonaro, que agora busca uma mulher para compor sua chapa. Romeu Zema, por sua vez, fala em ter o empreendedor e palestrante Geraldo Rufino como candidato a vice. Isso, no entanto, dependerá da disposição do Podemos, partido de Rufino, em apoiá-lo.

 

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