PESQUISA DATAFOLHA
Na segunda-feira (22), o instituto Datafolha divulgou uma nova rodada da pesquisa de intenção de voto para presidente da República. Os números mostraram estabilidade em relação ao levantamento anterior, divulgado em maio. No cenário de primeiro turno, Lula (PT) segue com 41% e Flávio Bolsonaro (PL) com 31%, os mesmos percentuais registrados na última pesquisa Datafolha. No cenário de segundo turno, o quadro também permanece inalterado: Lula aparece com 47% e Flávio Bolsonaro, com 43%.
PESQUISA DATAFOLHA II
O Datafolha também identificou estabilidade em duas outras medições fundamentais para avaliar a temperatura eleitoral: a rejeição dos candidatos e a aprovação do governo. A rejeição de Lula estava em 47% em maio e permaneceu no mesmo patamar em junho. Já a rejeição de Flávio Bolsonaro, que era de 43%, também não apresentou variação numérica. A aprovação do governo Lula, que registrava 32% de ótimo/bom na pesquisa de maio, não mudou. Da mesma forma, a desaprovação, ruim/péssimo, segue em 38%.
PESQUISA GERP
Outro instituto, o Gerp, divulgou nesta quarta-feira (24) uma pesquisa de intenção de voto para presidente da República. A tendência segue a mesma observada em levantamentos divulgados na semana passada, com Lula subindo e Flávio Bolsonaro caindo. Segundo o Gerp, na pesquisa anterior, divulgada em 9 de junho, no cenário de primeiro turno, o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) tinha 35% das intenções de voto, contra 34% do presidente Lula (PT). Na pesquisa divulgada nesta quarta, o cenário se inverteu: Lula aparece agora com 37%, enquanto Flávio Bolsonaro caiu para 34%. Pela margem de erro de 2,19 pontos percentuais, os dois candidatos estão tecnicamente empatados.
PESQUISA GERP II
No cenário de segundo turno, Flávio Bolsonaro caiu de 44,7% para 42%, enquanto Lula subiu de 39% para 40%, o que também configura empate técnico entre os dois principais pré-candidatos até aqui. Na pesquisa anterior, a rejeição de Lula era de 48%. Agora, caiu para 47%. Já a rejeição de Flávio Bolsonaro subiu de 42% para 44%, deixando os dois também empatados nesse quesito. A aprovação do governo Lula, que estava em 40% na pesquisa de 9 de junho, passou para 43% no levantamento divulgado nesta quarta, enquanto a desaprovação caiu de 52% para 50%.
CASO JAQUES WAGNER
Tanto o Datafolha quanto o Gerp realizaram as pesquisas de campo já sob o impacto do envolvimento do senador Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado, no escândalo do Banco Master. Outro dado que merece destaque nos dois levantamentos é que os candidatos do segundo pelotão, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos, não conseguem ultrapassar os 4% de intenção de voto nos cenários de primeiro turno.
Caiado (PSD) e Zema (Novo) enfrentam dificuldades porque não tiveram posição firme em relação ao envolvimento do próprio Flávio Bolsonaro no caso do Banco Master. Primeiro, criticaram o senador. Depois, recuaram, para não prejudicar composições estaduais de seus partidos. Já Renan Santos talvez ainda não tenha visibilidade nacional suficiente para crescer nas pesquisas.
APOIO DE TRUMP
Um dado interessante levantado pelo Datafolha foi o que o eleitor brasileiro pensa sobre um eventual apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a um dos candidatos à Presidência do Brasil. Para 65% dos entrevistados, o apoio de Trump não faz diferença na hora de definir o voto. Outros 17% disseram que o apoio do mandatário estadunidense aumentaria a vontade de votar em um candidato, enquanto 15% afirmaram que o apoio dele reduziria o desejo de voto.
O curioso é que, enquanto o comando da campanha de Flávio Bolsonaro entende que o apoio de Donald Trump pode render mais votos ao candidato do PL, o time de Lula pensa exatamente o contrário. Na campanha petista, o entendimento é que Trump atrapalha muito mais do que ajuda.
CV E PCC
Segundo a mesma pesquisa Datafolha, o enquadramento das facções criminosas Comando Vermelho e PCC como terroristas pelo governo dos Estados Unidos é apoiado por 59% da população brasileira. Apesar disso, 74% dos entrevistados rejeitam qualquer ação militar ou policial americana em território nacional sem o aval das autoridades brasileiras.
Para 54% dos eleitores, o senador Flávio Bolsonaro influenciou diretamente essa decisão, de classificação do PCC e do CV como organizações terroristas pelo governo americano. No entanto, entre os que enxergam essa influência, 57% a avaliam como negativa para o Brasil.
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