CLEITINHO VICE
Crescem os rumores de que o senador Cleitinho (Republicanos) pode desistir da candidatura ao Governo de Minas para disputar a Vice-Presidência na chapa de Flávio Bolsonaro (PL). Aliados do filho de Jair Bolsonaro entendem que Cleitinho seria o melhor companheiro de chapa entre todos os nomes especulados até agora. O senador lidera com folga as pesquisas de intenção de voto para o governo estadual, mas ainda não confirmou se será mesmo candidato e vem adiando constantemente a decisão.
WAGNER, ALCOLUMBRE E MOTTA
Nesta semana, mais três nomes fortes da política brasileira foram arrastados para o escândalo do Banco Master: o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT); o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil); e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos). Todos são alvo de denúncias gravíssimas relacionadas a supostos favorecimentos no esquema atribuído ao banqueiro preso Daniel Vorcaro. Aparentemente, e de forma conveniente para determinados grupos, o caso Master é “ecumênico” e atinge todos os espectros políticos. Essa distribuição, entretanto, não é proporcional. Pelas revelações feitas até o momento, embora o quadro ainda possa mudar, trata-se de um escândalo que atinge muito mais o Centrão e a direita do que o governo.
GOVERNADORES
Entre os governadores, agora ex-governadores por terem deixado os cargos para disputar o Senado nas eleições deste ano, os mais enrolados no caso são Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal, e Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro, ambos aguerridos aliados do bolsonarismo. Individualmente, o político mais exposto é o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP e ministro mais poderoso do governo Jair Bolsonaro. Antes de ser tragado pelo escândalo, ele era cotado para ser o candidato a vice de Flávio Bolsonaro. O próprio Flávio foi flagrado negociando repasses superiores a R$ 150 milhões com Daniel Vorcaro, supostamente para financiar o filme “Dark Horse”, sobre seu pai. Os caminhos financeiros da negociação, entretanto, são de difícil explicação plausível e passam por pessoas muito próximas de Eduardo Bolsonaro, ex-deputado que se mudou para os Estados Unidos.
AFASTAMENTO
Diante desse quadro, e para evitar que o governo seja atingido pelo caso Master, perante a opinião pública, na mesma proporção que a oposição, Jaques Wagner já deveria ter deixado a liderança governista no Senado. Nem deveria esperar que o presidente Lula (PT) o afastasse, mas tomar essa iniciativa voluntariamente, anunciando que se dedicará à própria defesa. Esse movimento, aliás, foi sugerido pelo deputado federal Rogério Correia (PT), vice-líder do governo na Câmara dos Deputados. Nenhum aliado de Wagner precisa condená-lo antecipadamente. Toda pessoa tem direito à presunção de inocência. Sua permanência na liderança, porém, pode causar sérios prejuízos à campanha de Lula pela reeleição.
LULA EM MINAS
Falando em Lula, nesta sexta-feira (19), o presidente cumpre agenda em Minas Gerais em ritmo de campanha. Ele anunciou a liberação de R$ 89,3 milhões para o Hospital Luxemburgo, em Belo Horizonte, por meio do programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde. Os recursos serão utilizados na realização de cirurgias de câncer de próstata com o auxílio de equipamento robótico. Segundo o governo federal, a expectativa é de que sejam feitas 200 cirurgias desse tipo por ano. Lula também esteve em Divinópolis, onde visitou o Hospital Universitário da Universidade Federal de São João del-Rei. De acordo com o Ministério da Saúde, o HU de Divinópolis receberá investimentos anuais de R$ 341 milhões do governo federal.
ZEMA NO NORDESTE
Enquanto Lula veio a Minas, o pré-candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, foi ao Nordeste, maior reduto eleitoral do petista. No Recife, durante entrevista coletiva, Zema foi questionado por jornalistas sobre declarações dadas em 2023, quando comparou os estados da região a “vaquinhas que produzem pouco”.
O ex-governador afirmou estar tranquilo e alegou que suas declarações foram interpretadas de maneira equivocada. Segundo ele, a criação do Consórcio Sul-Sudeste, idealizado no início de seu governo em Minas, tinha o objetivo de contribuir com o país, e não de promover uma articulação contra as regiões Norte e Nordeste. Zema também afirmou ter grande apreço pelo Nordeste e considerar que a região é aquela em que o Brasil possui maior potencial de crescimento.
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