DECEMBER 9, 2022

PESQUISAS CONFIRMAM TENDÊNCIA A fotografia do momento da eleição presidencial indica que Flávio Bolsonaro (PL), candidato da extrema-direita à Presidência da República, está caindo ou, na melhor das hipóteses para ele, parou de crescer. Flávio foi severamente atingido por seu envolvimento com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com quem foi flagrado trocando mensagens e […]

PESQUISAS CONFIRMAM TENDÊNCIA

A fotografia do momento da eleição presidencial indica que Flávio Bolsonaro (PL), candidato da extrema-direita à Presidência da República, está caindo ou, na melhor das hipóteses para ele, parou de crescer. Flávio foi severamente atingido por seu envolvimento com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com quem foi flagrado trocando mensagens e pedindo mais de R$ 150 milhões para o filme “Dark Horse”, que contará a história de seu pai, Jair Bolsonaro. Ainda não se sabe se os valores liberados por Vorcaro foram integralmente utilizados no filme ou se foram desviados para outras despesas da família Bolsonaro. Essa dúvida atingiu em cheio os chamados eleitores independentes, ou seja, aqueles que não têm posição definida nem à esquerda nem à direita.

 

PESQUISAS CONFIRMAM TENDÊNCIA II

Duas pesquisas divulgadas nesta terça-feira (16) confirmam essa tendência. Segundo o levantamento CNT/MDA, na simulação de primeiro turno, o presidente Lula (PT) passou de 39,2%, em abril, para 41,8%, em junho, e lidera o principal cenário. Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 28,2%, ante 30,2% no levantamento anterior do mesmo instituto.

Na simulação de segundo turno, Lula subiu de 45% para 49,3%, enquanto Flávio caiu de 40% para 36,8%. Com isso, a vantagem de Lula aumentou de 4,7 para 12,5 pontos percentuais.

 

PESQUISAS CONFIRMAM TENDÊNCIA III

Já na pesquisa Futura/Apex, também divulgada nesta terça-feira, Lula oscilou de 42,7%, em maio, para 41,6%, em junho, enquanto Flávio recuou mais: de 35,6% para 34,1%. Assim, a diferença entre os dois candidatos subiu de 7,1 para 7,5 pontos percentuais.

No segundo turno, ocorreu movimento semelhante: Lula passou de 47,7% para 48,1%, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou de 42,2% para 42,9%. Em fevereiro, esse mesmo instituto mostrava Flávio com 48%, contra 42% de Lula. Ou seja, a posição dos dois candidatos se inverteu em quatro meses.

 

A APROVAÇÃO DO GOVERNO CRESCEU

 

Segundo os dois institutos, enquanto Flávio perdeu força, a aprovação do governo Lula, fator fundamental para a ampliação ou consolidação das intenções de voto no atual presidente, cresceu.

Na CNT/MDA, a aprovação pessoal de Lula passou de 45% para 48,8%, enquanto a desaprovação caiu de 50% para 46,2%. A avaliação positiva do governo, somadas as respostas ótimo e bom, subiu de 32,1%, em abril, para 35,3%, em junho. Já a avaliação negativa, ruim e péssimo, caiu de 37,2% para 34,3%.

No levantamento Futura/Apex, a aprovação pessoal de Lula passou de 44,9%, em maio, para 49,6%, em junho. A avaliação ótimo ou bom subiu de 37,5% para 39,8%, enquanto ruim ou péssimo caiu de 45,7% para 41,7%.

 

O MOVIMENTO DA REJEIÇÃO

Segundo a pesquisa CNT/MDA, a rejeição de Lula caiu de 47,4% para 45,7%. Já a de Flávio Bolsonaro cresceu de 52,6% para 56,5%. Na Futura/Apex, a rejeição de Lula oscilou de 44,3% para 43,3%, enquanto a de Flávio caiu de 44,7% para 43,8%.

Em uma eleição polarizada, a rejeição é tão ou mais importante que a intenção de voto. A estagnação ou a queda de Flávio Bolsonaro, porém, não resultou em crescimento expressivo de outros pré-candidatos de direita à Presidência.

 

VOTOS DE FLÁVIO NÃO MIGRARAM PARA OUTROS NOMES DA DIREITA

 

Na pesquisa CNT/MDA, o candidato de direita mais bem posicionado depois de Flávio Bolsonaro é Ronaldo Caiado (PSD), com apenas 4%, seguido por Romeu Zema (Novo), com 2,8%; Renan Santos (Missão), com 2%; e Michel Temer (MDB), incluído nesse levantamento, com 1,9%.

Já na Futura/Apex, Ronaldo Caiado oscilou de 3,3% para 4,5%, Zema caiu de 3,9% para 3,5% e Renan Santos subiu de 1,7% para 2,3%.

É possível dizer que os votos perdidos por Flávio Bolsonaro tiveram três destinos: parte foi para os indecisos, outra para os votos brancos e nulos e uma terceira parcela migrou para Lula.

 

NÃO VAI SAIR

Mesmo diante do atual cenário adverso, Flávio Bolsonaro continua candidatíssimo. Primeiro, porque a eleição será realizada somente em outubro e, até lá, há muita água para passar debaixo dessa ponte congestionada que é a política brasileira.

Segundo, porque o principal plano da família Bolsonaro talvez nem seja vencer a eleição, mas manter a liderança da direita. Caso a intenção de Jair Bolsonaro e de seus filhos fosse realmente conquistar a Presidência, eles poderiam ter apoiado um nome com maior viabilidade eleitoral, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

 

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