DECEMBER 9, 2022

FATOS & DETALHES

 LAÍS COMEMORA O dia é de comemoração no entorno da pré-candidatura de Laís Santiago, filha de Arlen Santiago, a deputada estadual. Ela se filiou ao PDT porque, assim como o pai, não conseguiu legenda em outros partidos, que fecharam as portas para ambos. Agora, certamente deve estar comemorando a desistência do seu colega de partido, […]

Foto: Divulgação

 LAÍS COMEMORA

O dia é de comemoração no entorno da pré-candidatura de Laís Santiago, filha de Arlen Santiago, a deputada estadual. Ela se filiou ao PDT porque, assim como o pai, não conseguiu legenda em outros partidos, que fecharam as portas para ambos. Agora, certamente deve estar comemorando a desistência do seu colega de partido, o deputado estadual Thiago Cota, de concorrer a uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE). Com isso, aumentam as possibilidades de Thiago disputar a reeleição. No último pleito, ele recebeu 64.944 votos.

 

LAÍS COMEMORA II

E por que a notícia é boa para Laís? Porque, se Thiago for candidato à reeleição, aumentam as possibilidades de o PDT eleger pelo menos um deputado estadual no próximo pleito. Diante das articulações em curso, Laís tem boas chances de ser o primeiro nome do partido.

Em 2026, o quociente eleitoral para a eleição de um deputado estadual deve ficar entre 135 mil e 145 mil votos. Isso significa que um partido precisa alcançar pelo menos essa votação para eleger um deputado sem depender das sobras.

O maior concorrente de Laís dentro do PDT seria o próprio Thiago Cota, que pode, inclusive, ter feito um acordo para pleitear o Tribunal somente na próxima vaga destinada a deputados estaduais, o que deverá ocorrer apenas na legislatura que se inicia em 2027. Para isso, ele precisa ser reeleito.

 

PRÓPRIA LEGENDA

A propósito dessa projeção de um quociente eleitoral na casa dos 140 mil votos para deputado estadual em 2026, não é exagero dizer que, se, em vez de duas candidaturas, a família Santiago tivesse apenas uma neste pleito, ela alcançaria a própria legenda. Ou seja, conseguiria se eleger sem depender dos votos de nenhum outro integrante da chapa, seja do MDB, onde está Arlen, seja do PDT, onde está Laís.

No mínimo, seria eleita pela regra dos 80/20, segundo a qual um candidato pode chegar à Assembleia quando seu partido obtém pelo menos 80% do quociente eleitoral, o que representaria 112 mil votos, e ele próprio alcança 20% desse quociente, equivalente a 28 mil votos.

Até o momento, porém, a intenção de Arlen Santiago é manter as duas candidaturas: a dele próprio e a da filha.

 

PADRINHO FORTE

Falando em MDB, o pré-candidato do partido ao Governo de Minas, Gabriel Azevedo, ganhou um padrinho forte na tentativa de conquistar o apoio do PT e do presidente Lula para sua candidatura ao Palácio Tiradentes: o ex-vice-governador e ex-ministro Walfrido Mares Guia.

Um dos maiores, senão o maior, amigos mineiros de Lula, Walfrido se reuniu recentemente com Azevedo, acompanhado de seu irmão, o pré-candidato a deputado federal João Mares Guia (PT).

Não é segredo que Lula deseja um candidato ao Governo de Minas mais ao centro, pois entende que, assim, seu palanque ficaria mais fortalecido no estado. A primeira opção partidária para abrigar essa candidatura era o PSB, com Rodrigo Pacheco.

 

PADRINHO FORTE II

O PSB continua forte nessa disputa. Nacionalmente, porém, o partido caminhará com Lula de qualquer jeito, tenha ou não candidato ao Governo de Minas. Já o MDB ainda segue com rumo incerto na eleição presidencial.

 

Diretórios importantes do partido, como os da Bahia, do Pará e de Alagoas, já manifestaram apoio a Lula. O apoio do PT a uma candidatura própria do MDB em Minas, entretanto, poderia atrair o partido de Ulysses Guimarães para a chapa nacional ou, no mínimo, afastá-lo de uma coligação formal com uma candidatura de oposição ao presidente.

As conversas entre PT e MDB sobre o Governo de Minas passaram a fluir melhor por três motivos: a desistência de Rodrigo Pacheco; a habilidade do próprio Gabriel Azevedo, que construiu relacionamentos importantes com lideranças da esquerda mineira enquanto Pacheco ia e voltava; e o enfraquecimento de Flávio Bolsonaro na campanha presidencial após o escândalo Vorcaro.

Esse cenário faz o MDB olhar com melhores olhos para o novo velho favorito, ou seja, o presidente Lula.

 

PADRINHO FORTE III

Em um cenário hipotético, Gabriel Azevedo seria candidato ao Governo de Minas pelo MDB com o apoio de Lula. A chapa poderia ter Jarbas Soares como vice pelo PSB, embora o ex-procurador-geral de Justiça tenha afirmado que não aceita essa condição e que é pré-candidato apenas a governador.

Marília Campos seria a candidata do PT ao Senado, enquanto a segunda vaga permaneceria aberta para negociações. O sonho do PT para ocupá-la é Alexandre Kalil, que se apresenta como pré-candidato ao Governo de Minas pelo PDT.

 

PADRINHO FORTE IV

E veja como é a natureza, como diria Zé Trindade. Kalil pode não aceitar uma composição com o PT já no primeiro turno porque tem garantido o apoio de uma federação que decidiu caminhar com Lula na eleição presidencial: PSOL-Rede.

Para os integrantes do PSOL, principalmente, uma composição com Kalil como candidato ao Senado na chapa da esquerda seria ruim. Isso porque criaria mais concorrência no campo para a pré-candidatura de Áurea Carolina, que já lançou seu nome para a disputa por uma vaga de senadora.

 

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