Sou nascido em 1964, de modo que a trilha sonora de minha infância tem Zé Vicente como protagonista. Era ele que nos dava o tradicional abraço matinal, o emblemático “An An…”, enquanto tomávamos o café e nos preparávamos para ir ao grupo escolar para cursar o Primário. Mais adiante, já servindo o Exército no 55º Batalhão de Infantaria, era ele que ouvíamos no trajeto do buzú até o quartel.
A propósito, soube do falecimento através da postagem de um amigo de caserna, o Batista Janjão, no grupo de reservistas do whatsapp. Entre nós, por ocasião do tempo no EB, vários companheiros de farda imitavam o Zé Vicente, para alegria de todos que ouviam. Lembro-me do recruta Presley que, nas performances imitatórias do Zé Vicente, falava do capim colonhão, espécie muito comum nas pastagens do Norte de Minas. E tal prática, imitar o radialista, era bastante recorrente entre os militares de 1983, 84 e 85, anos em que tive o privilégio de servir.
Zé Vicente faz parte da história de vida de milhares de montes-clarenses. Um camarada simples, sempre gentil no trato com as pessoas, respeitador, generoso, enfim um cidadão que representa a imensa maioria dos moradores desta cidade que amamos.
Que o senhor nosso Deus o receba de braços abertos, Zé Vicente!
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