DECEMBER 9, 2022

Cultura & Atualidades – GUSTAVO MAMELUQUE – “Independentes começam a migrar para a direita!”

A pesquisa Genial/Quaest, divulgada quarta-feira passada, indicou poucas mudanças na corrida presidencial desde janeiro. A mais relevante é o empate do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o presidente Lula. As taxas de rejeição a Flávio e Lula seguem idênticas, em 55% e 54%, respectivamente. Mas há mudanças sutis na composição dessa rejeição. E a grande surpresa é […]

A pesquisa Genial/Quaest, divulgada quarta-feira passada, indicou poucas mudanças na corrida presidencial desde janeiro. A mais relevante é o empate do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o presidente Lula.

As taxas de rejeição a Flávio e Lula seguem idênticas, em 55% e 54%, respectivamente. Mas há mudanças sutis na composição dessa rejeição. E a grande surpresa é o avanço do senador Flávio Bolsonaro no universo dos “independentes”. A grande novidade da Pesquisa, segundo o Diretor do Quaest , Felipe Nunes, é que Flávio tem 32 % dos votos dos independentes e o presidente Lula, pela primeira vez, 27%.

Lula tem 95 % do apoio dos Lulistas. Flávio Bolsonaro tem 96 % dos votos dos Bolsonaristas.

Isso indica que a manutenção da candidatura de Flávio frente à alternativa Tarcísio de Freitas (Republicanos), cada vez mais distante, vai convencendo os eleitores de direita a caminhar junto com o senador Flávio Bolsonaro. Outro dado que reforça essa impressão é o de que subiu de 62% para 71% desde janeiro a proporção de eleitores de direita não bolsonaristas que consideram que Bolsonaro acertou ao indicar o filho como pré-candidato à presidência da República. Em dezembro de 2025, eram 55%.

Além de tudo, caiu de seis pontos percentuais para três, também dentro da margem de erro, a distância entre os grupos que têm mais medo de a Família Bolsonaro voltar do que de Lula continuar.

Em janeiro, 46% temiam mais os Bolsonaros, e 40%, Lula. Agora, 44% temem os herdeiros do ex-presidente, e 41% temem a permanência do petista por mais quatro anos.

Para além de convencer os eleitores de direita a votarem contra Lula, o grande desafio do filho de Bolsonaro é atrair o eleitorado de centro, que hoje votaria mais no petista. Tendência esta em queda com a perspectiva de volta da “inflação da guerra” e da manutenção dos juros altos pelo Banco Central. A economia não vai bem. É fato.

Quanto ao escândalo do Banco Master, ainda não se conseguiu aferir se irá prejudicar mais a candidatura do presidente Lula ou se do senador Flávio Bolsonaro.

 

Gustavo Mameluque. Jornalista. Colunista do Novo Jornal de Notícias e da Revista Tempo. Correspondente do L’ Oservatore Romano para o Brasil.  gustavomameluque@gmail.com

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