DEZIM DO POVO
O influencer Dezim do Povo, que tem concentrado cerca de 90% de suas postagens nas redes sociais em fazer oposição à Prefeitura de Montes Claros, confirmou à coluna que está pré-candidato a deputado estadual. Falta definir o partido. Pelo tom de seus posts sobre a política nacional, Dezim deverá buscar uma legenda de direita ou extrema direita para se candidatar. Sua campanha será uma boa oportunidade para o marketing político observar se há, de fato, conversão de presença digital em votos na urna.
PACHECO QUER MEXER NO TABULEIRO
Uma articulação nacional, de cima para baixo, pode colocar o senador Rodrigo Pacheco, hoje no PSD, no União Brasil, para que ele se candidate pelo partido ao Governo de Minas Gerais. Neste momento, o União Brasil, cujo presidente estadual é o deputado federal Marcelo Freitas, está na embarcação da candidatura do vice-governador Mateus Simões (PSD) ao Palácio Tiradentes. Não custa lembrar que o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, é do União Brasil e um dos maiores aliados de Rodrigo Pacheco.
PACHECO QUER MEXER NO TABULEIRO II
São da cota de Alcolumbre dois dos três ministros do União Brasil no governo do presidente Lula, o maior entusiasta da candidatura de Pacheco ao Governo de Minas. Como Marcelo Freitas é aliado declarado de Mateus Simões e já manifestou que apoiará a candidatura do vice de Zema, essa articulação defende que o também deputado federal Rodrigo de Castro, amigo muito próximo de Rodrigo Pacheco, assuma a presidência estadual do União Brasil. Rodrigo de Castro é também muito próximo de Antônio Rueda, presidente nacional do partido. Se essa composição der certo, ela levaria automaticamente para o palanque de Pacheco o PP, já que o partido está federado com o União Brasil e ambos precisam estar coligados em todas as eleições de qualquer nível pelos próximos quatro anos.
PACHECO QUER MEXER NO TABULEIRO III
Num cenário de Pacheco candidato a governador pelo União Brasil, a candidatura já posta do atual secretário de Estado de Governo, Marcelo Aro, ao Senado pelo PP seria bem-vinda na chapa. Ocorre que Aro é, neste momento, um dos principais articuladores da candidatura de Simões, e o caminho mais provável seria ele deixar o PP rumo ao Podemos, partido cujo controle em Minas está totalmente nas mãos de seu grupo político, para continuar ao lado do vice de Zema. Políticos que estão no União Brasil e no PP e que já definiram apoio a Simões, ou mesmo nomes de outros partidos que pensavam em migrar para essas legendas para integrar a chapa governista, já começam a olhar para PSD, Podemos e Novo como alternativas, caso essa fumaça vire fogo.
PACHECO QUER MEXER NO TABULEIRO IV
O caminho mais rápido para Rodrigo Pacheco viabilizar sua candidatura ao Governo de Minas seria se filiar a partidos como MDB ou mesmo PSB, que não integram a Federação Brasil da Esperança (PT-PCdoB-PV), mas certamente lhe garantiriam legenda para a disputa. Nenhum desses movimentos, porém, mexeria na estrutura da chapa que está mais organizada neste momento, encabeçada pelo vice-governador Mateus Simões. A filiação ao União Brasil, com as bênçãos de Alcolumbre e Rueda, e com o sorriso maroto do presidente Lula, sim, colocaria fogo no parquinho e esquentaria de vez a sucessão estadual em Minas Gerais. Pacheco quer um partido de centro, preferencialmente de centro-direita para se candidatar ao Governo de Minas, uma ideia que é defendida também por Lula e pelos apoiadores de seu nome dentro do PT. O União Brasil cairia como uma luva na mão desse pensamento.
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