CARLOS VIANA
Com as eleições se aproximando, o senador Carlos Viana (Podemos), cujo mandato termina em 2026, tenta se viabilizar como candidato à reeleição com o apoio da ala bolsonarista. Essa tem sido sua postura na mídia, marcada por críticas contundentes ao governo federal e acenos ao eleitorado de extrema-direita. A tarefa, porém, não será simples. O PL já lançou seu candidato ao Senado, o deputado federal Domingos Sávio, atual presidente estadual da sigla. O secretário de Estado de Governo, Marcelo Aro (PP), é o nome de Zema para a disputa, e há uma busca intensa do vice-governador Mateus Simões (PSD), candidato do governo ao Palácio Tiradentes, por um acordo com o PL. Como serão apenas duas vagas na chapa majoritária, em caso de composição, elas ficariam com Aro e Domingos Sávio.
CARLOS VIANA II
O Podemos em Minas, na prática, é controlado por Marcelo Aro, apesar de ele hoje estar filiado ao PP. Com Aro disputando o Senado, é pouco provável que o Podemos lance outro nome, mesmo que fosse uma candidatura isolada. A sigla deverá estar coligada ao PSD de Simões, o que praticamente inviabiliza uma postulação própria. Restaria a Carlos Viana, caso insista no projeto de reeleição, buscar espaço em uma eventual chapa do senador Cleitinho ao Governo de Minas. Cleitinho é do Republicanos, mesmo partido de Samuel Viana, filho do senador e deputado federal. De toda forma, Carlos Viana, que já foi muito próximo da família Bolsonaro, inclusive tendo sido candidato ao governo em 2022 pelo PL, retoma agora essa aproximação de olho em 2026.
FALCÃO
Há quem afirme nos bastidores da política mineira que, caso Cleitinho, cujo mandato no Senado vai até 2030, não seja candidato ao Governo de Minas, o espaço poderia ser ocupado por Luiz Fernando Falcão. Ex-integrante do Novo e prestes a se filiar ao Republicanos, Falcão é prefeito de Patos de Minas e presidente da Associação Mineira de Municípios. Sua atuação à frente da AMM lhe permitiu percorrer o estado e construir relações com prefeitos interessados em um nome do interior. Como tem feito críticas constantes ao governador Romeu Zema, dificilmente sua movimentação se dirigiria à vaga de vice na chapa de Simões. O discurso é de quem está mirando mesmo uma eventual desistência de Cleitinho.
QUATRO OPÇÕES
A imprensa de Belo Horizonte informa que a esquerda em Minas trabalha hoje com quatro caminhos para a disputa ao governo. O primeiro é tentar convencer Rodrigo Pacheco, que deixará o PSD, a aceitar a candidatura. O senador é o plano A do presidente Lula. As outras três alternativas são o presidente da Assembleia Legislativa, Tadeuzinho (MDB), o ex-prefeito de Belo Horizonte e candidato do grupo em 2022, Alexandre Kalil (PDT), e o ex-vereador de BH, Gabriel Azevedo, que já se lançou pré-candidato pelo MDB. Entre eles, apenas Kalil e Gabriel têm se movimentado com mais clareza para a disputa. Com 2025 se encerrando, a oposição ainda não conseguiu definir um nome para enfrentar a sucessão de Romeu Zema.
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