DECEMBER 9, 2022

Ministério confirma leilão da BR-251 para março de 2026

Concessão do lote “Rotas Gerais” prevê R$ 12,4 bilhões em investimentos, mas Amams teme desaceleração de obras devido ao calendário político

Foto: AMAMS

 

 

O Ministério dos Transportes confirmou para março de 2026 a realização do leilão de concessão do lote “Rotas Gerais”, que compreende trechos da BR-251, entre Montes Claros e a divisa com a Bahia, e da BR-116, entre Governador Valadares e Divisa Alegre. O edital do certame, que abrange um total de 734,9 quilômetros de rodovias, tem previsão de conclusão para dezembro deste ano.
Apesar do anúncio, a Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (AMAMS) manifestou preocupação com o cronograma definido, visto que 2026 será um ano eleitoral, período tradicionalmente marcado pela desaceleração de ações governamentais. O presidente da entidade e prefeito de São João da Lagoa, Ronaldo Soares Mota Dias, enfatizou que a duplicação e modernização dessas vias são essenciais para reduzir acidentes e impulsionar o desenvolvimento econômico do Norte de Minas.

“Nosso receio é que o calendário eleitoral provoque novos atrasos. Por isso, convidamos o ministro Renan Filho a vir a Montes Claros para lançar o edital da BR-251 e a ordem de serviço da BR-135”, declarou o presidente da AMAMS, ressaltando a necessidade de blindar as obras do cenário político. Dias lembrou ainda que, após reivindicação da associação, o projeto de duplicação foi ampliado de 24 km para 42 km, um avanço considerado importante, porém ainda insuficiente para a demanda regional.

Investimentos e Processo Licitatório

Segundo a Agência Nacional de Infraestrutura Terrestre (ANTT), a concessão terá um prazo de 30 anos, prorrogável por igual período, com investimentos previstos de R$ 12,4 bilhões. As intervenções incluem a duplicação de trechos críticos, implantação de acostamentos, passarelas e serviços de atendimento médico e mecânico, com a estimativa de geração de 127 mil empregos diretos.

O leilão seguirá o modelo internacional, com critério de julgamento pelo menor valor da tarifa de pedágio. O projeto técnico tramita no Tribunal de Contas da União (TCU) desde junho de 2025 e aguarda parecer, embora o Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI) já tenha aprovado as condições mínimas para a concessão em outubro de 2025.

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