DECEMBER 9, 2022

Bosque do Amanhã: programa do Governo de Minas mobiliza crianças no plantio de mais de 12 mil mudas em 2025

Iniciativa desenvolvida por meio da Semad chega a 130 municípios e fortalece o compromisso do estado com a sustentabilidade

Semad / Divulgação

Um gesto simples capaz de transformar o futuro. Assim pode ser definido o Bosque do Amanhã, iniciativa que, em 2025, mobilizou 130 municípios mineiros no plantio de 12.752 mudas nativas e frutíferas.

A ação integra o Programa Jovens Mineiros Sustentáveis (JMS), desenvolvido pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), em parceria com o Instituto Estadual de Florestas (IEF).

O projeto une educação ambiental, ação prática e compromisso com o futuro, levando às escolas e comunidades a reflexão sobre o papel das florestas no enfrentamento das mudanças climáticas e na melhoria da qualidade de vida.

Criado em 2023, o Bosque do Amanhã já ultrapassou 28 mil mudas plantadas em todas as regiões do estado, consolidando-se como uma das ações mais expressivas do JMS.

Segundo o diretor de Educação Ambiental da Semad, Ricardo Cottini, a iniciativa materializa o aprendizado na prática. “O Bosque do Amanhã surgiu da necessidade de aliar a sensibilização e a conscientização com a prática, por meio de uma ação efetiva que leva a resultados reais e contribui para o enfrentamento das crises ambientais. Devemos ensinar, informar, mas também promover a ação prática — sair do discurso e colocar a mão na terra”, destaca.

A maioria das mudas utilizadas é proveniente dos viveiros do IEF, que responde por cerca de 90% da produção. Essa parceria garante a diversidade e a qualidade das espécies, reforçando o compromisso de Minas com a restauração dos biomas Cerrado e Mata Atlântica.

O projeto também contribui para as metas de descarbonização do estado, alinhadas à campanha global Race to Zero e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Mais do que um ato simbólico, o plantio se torna um processo educativo completo, no qual os estudantes participam desde a preparação do solo até os cuidados pós-plantio. A vivência estimula o protagonismo juvenil, o senso de pertencimento e o entendimento sobre a relação entre florestas, clima e bem-estar coletivo.

“O aluno é protagonista do processo: ele planta, observa, questiona e se envolve com o espaço onde vive. O Bosque do Amanhã desperta nas crianças o desejo de melhorar o próprio ambiente e compreender seu papel na coletividade”, complementa Cottini.

Para a professora Janaína Vieira, da Escola Municipal Alberto Santos Dumont, em Lagoa Santa, o projeto reforça a integração entre teoria e prática. “Pedagogicamente, acrescenta muito à formação dos alunos para a cidadania e o cuidado com o meio ambiente. O programa nos auxilia bastante com as atividades ofertadas, fortalecendo a relação entre aprendizado e prática”, afirma. A secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável ressalta o papel do Bosque do Amanhã na construção de uma nova consciência ambiental.

“O projeto representa o compromisso das novas gerações com o planeta. Quando uma criança planta uma árvore, ela aprende sobre responsabilidade, cuidado e futuro. São pequenas ações locais que geram grandes impactos globais”, afirma Marília Melo.

Cada bosque implantado é cadastrado na plataforma IDE-Sisema, onde é possível visualizar os locais de plantio em uma camada especial de monitoramento. As prefeituras e escolas participantes assumem o compromisso de cuidar das mudas até que atinjam o estágio de independência, garantindo a efetividade e a continuidade do projeto.

Sustentabilidade em números

Os resultados de 2025 refletem o alcance e o impacto da iniciativa: 130 municípios plantaram bosques com 50 a 200 mudas cada, totalizando 12.752 árvores. Quando adultas, essas árvores poderão sequestrar cerca de 50 toneladas de carbono por ano, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas e para o aumento da cobertura vegetal em Minas Gerais.

As espécies plantadas variam conforme o bioma de cada região e incluem ipês, jatobás, pequis, pitangas, goiabeiras, jabuticabeiras e caramboleiras, entre outras nativas. Além de favorecer o equilíbrio climático, essas árvores contribuem para a proteção do solo, oferta de alimento à fauna e recuperação de áreas degradadas.

Com resultados expressivos e ampla adesão municipal, o Bosque do Amanhã é um exemplo de política pública ambiental transformadora, que alia educação, engajamento social e compromisso com o futuro sustentável de Minas Gerais.

 

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