DECEMBER 9, 2022

FATOS & DETALHES

Pecê Almeida Júnior é jornalista e publicitário

Foto: Divulgação

HISTÓRIA ABANDONADA

Uma das coisas que mais me incomodam atualmente em Montes Claros é o estado de conservação dos imóveis antigos da cidade. Salvo raros casarões recuperados nos arredores da Praça da Matriz — iniciativas que merecem ser louvadas —, o quadro geral é lamentável. Quase tudo o que ainda não foi literalmente demolido acabou descaracterizado por reformas esdrúxulas ou pela instalação de fachadas comerciais que apagaram por completo a arquitetura original. Um exemplo simbólico são os antigos cinemas de rua: nenhum deles preserva qualquer traço de sua concepção inicial. A história da cidade vai sendo jogada ao chão, transformada em ponto comercial ou estacionamento, sem que autoridades e sociedade civil se mobilizem seriamente para impedir.

HISTÓRIA ABANDONADA II

A Prefeitura precisa realizar, de forma minuciosa — com apoio de acadêmicos dos cursos de História da Unimontes e de Arquitetura da UniFIPMoc —, um levantamento dos imóveis, principalmente no centro, cujas fachadas ainda podem ser preservadas em suas características originais. É urgente interromper esse processo ultraveloz de destruição em curso. Será necessário avaliar desapropriações para garantir a preservação e buscar recursos disponíveis junto a institutos de patrimônio como o IEPHA e o IPHAN. Também é fundamental aplicar os valores do ICMS Patrimônio Cultural, repassados de acordo com o número de imóveis tombados em cada município.

HISTÓRIA ABANDONADA III

Vale lembrar que, há alguns anos, já se discutiu a padronização das fachadas do centro, a fim de que placas comerciais desproporcionais não escondessem obras centenárias ou quase centenárias que são parte essencial da nossa memória. Não sei por que a ideia não avançou. Esse debate deve incluir até mesmo a definição de cores das fachadas, para não fugir da concepção original. Importa frisar que esse problema não surgiu agora: historicamente, a Prefeitura nunca tratou a questão com a devida prioridade, salvo raras exceções. Uma cidade que deseja avançar rumo ao futuro não pode desprezar seu passado. Ao cuidar melhor do patrimônio, Montes Claros seria uma cidade mais bonita e agradável, especialmente no centro, hoje tomado por poluição visual, sonora e ambiental.

MARTELO BATIDO

O PL definiu o deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual da legenda, como seu único candidato ao Senado por Minas Gerais nas eleições de 2026. Ele disputava a indicação com pelo menos outros cinco nomes: o deputado estadual Caporezzo; o deputado federal Eros Biondini; o pastor Edésio de Oliveira (pai do deputado Nikolas Ferreira); o vereador belo-horizontino Ville de Almeida; e o jornalista Marco Antônio Superman. A escolha de Domingos Sávio teria partido do próprio Jair Bolsonaro, líder nacional do PL. Embora o partido possa, legalmente, lançar um segundo candidato — já que serão duas vagas em disputa —, a tendência é deixar essa indicação para um aliado.

FESTIVAL

Confirmando o resgate do turismo promovido pela atual gestão da Prefeitura de Pirapora, a cidade ribeirinha será palco, neste sábado (23), da 3ª edição do Festival Sabiá. O evento acontecerá no Vapor Benjamin Guimarães, recentemente recuperado pelo Município com recursos federais via Eletrobras. A principal atração será o show de Paulinho Pedra Azul. O Festival Sabiá é fruto de parceria entre Prefeitura, governos estadual e federal, além da Cemig. A expectativa é de visitantes de várias cidades do Norte de Minas, movimentando novamente o comércio local.

FALE COM A COLUNA

Quer receber as principais notícias em primeira mão?

Entre em nossa lista de transmissão no WhatsApp: envie uma mensagem para (38) 99865-5654.

Acompanhe também nosso trabalho no Instagram: @pecealmeidajunior

Compartilhe:

Notícias Relacionadas

Cultura Montes Claros Norte de Minas opinião Política

Ampliação da Bancada do Norte na Assembleia

Cidade Evento Legislação Montes Claros Norte de Minas Política Sociedade

THEODOMIRO PAULINO

Cidade Cultura Montes Claros opinião Política

Polarização nefasta ao país