DECEMBER 9, 2022

Galeria de Arte Godofredo Guedes recebe a exposição “Yara Tupynambá e os festejos populares”

A mostra pode ser visitada de 9 a 31 de agosto

Foto: Divulgação

Em alusão às Festas de Agosto, a Galeria de Artes Godofredo Guedes, no Centro Cultural Hermes de Paula, recebe uma exposição da artista Yara Tupynambá. A mostra pode ser visitada de 9 a 31 de agosto nos seguintes horários: de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 19 h; Sábado e domingo, das 8h às 12h; e durante as Festas de Agosto, de 11 a 17 de agosto, das 8 às 23 horas. A entrada é gratuita. Um dia antes, dia 8 de agosto, haverá um cerimonial de abertura promovido pela Prefeitura, às 19 horas. Na ocasião, estarão presentes o prefeito Guilherme Guimarães, a secretária de Cultura e Turismo, Júnia Rebello, e a diretora de relações institucionais da Fundação Clóvis Salgado, Kátia Carneiro.

Intitulada “Yara Tupynambá e os festejos populares”, a exposição se debruça fortemente nos festejos que homenageiam os congados, manifestação afro-brasileira tradicional nessa região através das manifestações folclóricas dos catopês, marujos e caboclinhos.  A mostra é realizada pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas, Prefeitura de Montes Claros, Fundação Clóvis Salgado e Pomar Cultural.

Nascida em 1932, Yara Tupynambá é natural de Montes Claros e, ao longo de sua vida, retratou memórias, cores e sons das festividades populares de Minas Gerais, sobretudo aquelas realizadas no Norte do estado e na região do Vale do Jequitinhonha. Ela, que é reconhecida como desenhista, pintora, gravurista, ceramista e muralista, eternizou em sua arte o povo, a cultura e as paisagens de Minas Gerais. Sua trajetória foi homenageada na exposição “Paisagens da Alma Mineira”, realizada pela Fundação Clóvis Salgado, no Palácio das Artes, de dezembro de 2024 a março de 2025, com mais de 100 obras.

Tradição e sincretismo

O congado envolve um ritual composto por oito manifestações culturais: Candombe, Moçambique, Congo, Caboclo, Marujo, Catopês, Vilão e os Cavaleiros de Jorge. Cada um desses grupos contém elementos e ritualidades próprias. Em Montes Claros, as Festas de Agosto reúnem parte desses grupos em uma manifestação tradicional da cultura popular. A festa é um resgate das culturas de matrizes africana, portuguesa e indígena, responsáveis pela formação do povo norte-mineiro. Neste momento, os grupos de catopês, marujos e caboclinhos de Montes Claros se reúnem para celebrar, com suas músicas e danças, a devoção e a fé de seus integrantes em Nossa Senhora do Rosário, São Benedito e o Divino Espírito Santo. Cada um dos três grupos possui significados próprios, sendo os catopês – trajados em roupas nas cores branca, azul ou rosa e com fitas e penas coloridas penduradas na coroa – a representação do povo africano originário do Congo; os marujos – vestidos nas cores vermelha, branca e azul – são inspirados nas tradições portuguesas e espanholas, e homenageiam os navegadores cristãos; os caboclinhos retratam os indígenas brasileiros e usam, em sua caracterização, cocares e penas como referência a eles, sendo a cor vermelha a principal.

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