DECEMBER 9, 2022

FATOS & DETALHES

Pecê Almeida Júnior é jornalista e publicitário

Foto: Divulgação

CONTRATOS RENOVADOS

A Prefeitura de Montes Claros homologou o concurso para cargos administrativos realizado em 2024. Com isso, qualquer nova contratação feita pelo município, salvo para os chamados cargos comissionados, deverá ser realizada com base na lista de aprovados no concurso, e não mais por indicações políticas. As contratações serão fiscalizadas pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas do Estado.

No entanto, poucos aprovados devem ser chamados num primeiro momento. Isso porque a Prefeitura renovou recentemente todos os contratos administrativos antes da homologação do concurso, e a maioria desses contratos só vence no primeiro semestre de 2026. Esse fato deve adiar o sonho de muitos que se prepararam e foram aprovados no concurso, forma mais adequada de ingresso no serviço público.

CONTRATOS RENOVADOS II

O ano de 2026 será eleitoral, e a atual gestão da Prefeitura de Montes Claros tem feito grande esforço para dar visibilidade aos seus candidatos a deputado estadual e federal. Esses nomes têm ganhado mais espaço no governo do que na gestão anterior, comandada pelo ex-prefeito Humberto Souto, inclusive indicando secretários municipais.

A homologação do concurso e a posterior nomeação dos aprovados são, do ponto de vista legal e moral, o caminho correto. Politicamente, porém, trata-se de uma questão delicada. Por um lado, a Prefeitura pode ganhar apoio entre os aprovados ao realizar as contratações, deixando claro que esses têm um direito garantido. Por outro, os contratados atuais que perderem seus cargos podem reagir com descontentamento, tanto contra a administração quanto contra os políticos que os indicaram.

DISCURSO E PRÁTICA

Enquanto o governador Romeu Zema (Novo) criticou nesta terça-feira (29) o bloco dos BRICS — liderado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — afirmando que ele “não agrega nada ao país”, em mais um gesto de alinhamento com o bolsonarismo, o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), instituição do governo estadual, negocia um empréstimo de 200 milhões de dólares com o Banco dos BRICS, presidido pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT). O valor corresponde a cerca de R$ 1,1 bilhão na cotação atual.

Resta saber se o governador manterá a coerência de seu discurso e pedirá que o BDMG abra mão da operação.

JARBAS CANDIDATO

No ano passado, quando ainda assinava esta coluna no jornal Gazeta Norte Mineira, escrevi que o então procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, o montes-clarense Jarbas Soares, demonstrava claros sinais de que seria candidato. À época, ele negou.

Agora, segundo o portal O Fator, a pergunta mais ouvida durante a festa de aniversário do deputado federal Luís Tibé (Avante), realizada no fim de semana, foi direcionada a Jarbas: “Você será candidato em 2026?”. De acordo com a reportagem, ele não confirmou nem negou.

Por enquanto, o nome da família na disputa é o de seu filho, João Soares, que pretende concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados e já está trabalhando para isso. O nome de Jarbas é cogitado para compor uma chapa majoritária, podendo disputar os cargos de governador, vice ou senador. Ele é politicamente próximo do senador Rodrigo Pacheco (PSD), que pode disputar o Governo de Minas com apoio do presidente Lula (PT). João Soares, inclusive, é assessor de Pacheco no Senado.

CONDENADO

O ex-prefeito de Manga, Quinquinha, foi condenado por improbidade administrativa após contratar, sem licitação, uma empresa de sua propriedade para operar a travessia de balsas entre Manga e Matias Cardoso durante sua gestão, entre 2009 e 2012.

Segundo o Ministério Público na denúncia que motivou a ação, havia outras cinco balsas disponíveis para prestar o mesmo serviço. A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso. Após a sentença, o Governo de Minas incluiu o ex-prefeito na lista de pessoas impedidas de participar de licitações, firmar contratos ou ocupar cargos públicos estaduais por cinco anos.

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