As contratações de crédito no Banco do Nordeste (BNB) feitas por produtores de leite de Minas Gerais cresceram 24,3% entre 2023 e 2024. No ano passado, foram financiados R$ 193,2 milhões contra R$ 155,4 milhões no exercício anterior. Os valores chegaram a clientes de todos os portes, entre agricultura familiar e agronegócio, em cerca de 10 mil operações.
Em 2025, os pecuaristas de leite mineiros receberam R$ 48,7 milhões em recursos do BNB, até abril. O valor está distribuído em 2.700 contratos.
O superintendente estadual do Banco do Nordeste, Wesley Maciel, ressalta que Minas Gerais é o estado com a maior produção leiteira do Brasil. “Recentemente o Leste de Minas entrou para a nossa área de atuação e esta é uma das nossas prioridades: contribuir para estruturar a cadeia produtiva do leite naquela microrregião, que conta com laticínios tradicionais, mas sentem dificuldades de captação. Vamos trabalhar, em conjunto com nossas instituições parceiras, para dirimir essa questão e elevar a produtividade no Vale do Rio Doce”, pontua.
O aumento do volume de contratações para o segmento também foi observado em todos os estados nordestinos. Entre 2023 e 2024, o valor saltou de R$ 2,0 bilhões para R$ 2,6 bilhões, alta de quase 30%. Nos quatro primeiros meses deste ano, já foram financiados R$ 740 milhões para pecuaristas de leite na área de atuação do Banco do Nordeste.
O resultado financeiro, embora não determine um crescimento equivalente na produção de leite, se configura como um dado importante para a economia da Região, a partir do incentivo à pecuária leiteira, com reflexo na oferta do produto e na melhoria de qualidade de vida de agricultores familiares. A análise é do doutor em Zootecnia Luciano Ximenes, do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene).
O técnico alerta que fatores como sazonalidade da produção e preço de comercialização, além de efeitos do clima, impactam na produção de leite. “Três anos consecutivos de La nina propiciaram boa oferta de forragem e de grãos e, de certa forma, estimularam investimentos, a depender do porte do pecuarista”, observa.
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