GRUPO INDEPENDENTE
Fonte da coluna na Câmara Municipal de Montes Claros informa que está sendo articulado um grupo composto por, no mínimo, 11 e, no máximo, 12 vereadores para atuar de forma independente em relação à administração do prefeito Guilherme Guimarães (União Brasil). A proposta é analisar e negociar, caso a caso, os projetos do Executivo que chegarem ao Legislativo.
Segundo a mesma fonte, há insatisfação com a morosidade no atendimento de demandas desses parlamentares por parte da Prefeitura. Um dos vereadores, inclusive, afirmou: “Guilherme é um bom prefeito, tem muitas obras, mas politicamente está muito distante. Lembra muito Athos Avelino, que fez muitas obras, mas não foi reeleito porque não tinha articulação política.”
GRUPO INDEPENDENTE II
Os vereadores também estariam reclamando da falta de tratamento isonômico. Enquanto alguns parlamentares da base são amplamente atendidos pelo governo, outros não recebem a mesma atenção.
Atualmente, dos 23 vereadores, 22 integram oficialmente a base de sustentação de Guilherme na Câmara. A formação de um grupo independente, é importante ressaltar, não significaria a criação de uma bancada de oposição, mas sim de um bloco semelhante ao “Centrão” da Câmara dos Deputados, que poderia dificultar a tramitação de projetos se seus pleitos não forem atendidos.
“Demora” e “centralização” foram duas palavras frequentemente citadas pela fonte, que preferiu não se identificar.
MEDALHA DE HONRA
No dia 3 de julho, aniversário de 168 anos de Montes Claros, a Câmara Municipal entregará sua maior comenda, a Medalha de Honra Ivan José Lopes — concedida a apenas uma pessoa por ano — ao vice-governador Mateus Simões (Novo), que já está em plena campanha para o Governo de Minas.
Diferente de outras proposições, embora o projeto tenha sido aprovado por ampla maioria, enfrentou discursos contundentes contrários na Câmara. As manifestações de Iara Pimentel (PT) e Daniel Dias (PCdoB) já eram esperadas, por integrarem a oposição ao Governo Zema no plano estadual.
A surpresa ficou por conta do discurso crítico de Rodrigo Cadeirante (União Brasil), vereador mais votado do município, do mesmo partido do prefeito Guilherme. Rodrigo deve fazer dobradinha em 2026 com o deputado federal Marcelo Freitas, também do União Brasil e figura influente no governo.
MEDALHA DE HONRA II
Rodrigo e outros governistas contrários à homenagem entendem que a comenda deveria ser concedida a um montes-clarense ou a alguém com uma trajetória mais significativa de serviços prestados à cidade.
Fontes ligadas ao governo, ouvidas pela coluna, sugerem que Simões poderia ter sido homenageado de outra forma, como com o título de cidadão honorário, o que evitaria críticas ao vice-governador, uma vez que a Medalha de Honra a Montes Claros possui peso e simbolismo muito maiores.
Para se ter ideia, em ocasiões passadas, foram alvo de críticas as homenagens concedidas pela Câmara a figuras como Darcy Ribeiro — possivelmente o montes-clarense mais conhecido da história — e ao ex-vice-presidente José Alencar, fundador da Coteminas em Montes Claros. Na época, argumentou-se que ambos não mantinham vínculos suficientemente fortes com a cidade.
COMISSÃO DO PL
Como antecipado por esta coluna há quase um mês, o produtor rural Álvaro Veloso foi reconduzido à presidência da comissão provisória do PL de Montes Claros.
Ele e praticamente todos os demais membros da executiva foram chancelados pelo deputado federal Nikolas Ferreira, conforme o modelo adotado pela maioria dos partidos que não realizam eleições entre todos os filiados, mas se baseiam na indicação do parlamentar mais votado pela legenda no município.
A vereadora Carol Figueiredo, única detentora de mandato eletivo pelo PL na cidade, foi contemplada com a indicação de um dos nomes para compor a nova direção.
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