PARECE QUE AGORA VAI
Bastidores da Assembleia indicam que, enfim, foi fechado o acordo: o deputado estadual Alencar da Silveira Júnior (PDT) deverá ser indicado pelo Legislativo mineiro para ocupar a primeira das três vagas abertas no Tribunal de Contas do Estado (TCE). A nomeação implica na ampliação da bancada do Norte de Minas na Assembleia, já que o ex-deputado estadual Carlos Pimenta, primeiro suplente de Alencar, retornará à Casa caso a indicação se confirme. A expectativa é de que a questão esteja resolvida já no início do segundo semestre.
PACHECO DE CASA NOVA
Possível candidato ao Governo de Minas — ao menos, essa é a vontade do presidente Lula (PT) —, o senador Rodrigo Pacheco deve deixar o PSD caso decida mesmo disputar o Executivo estadual. Isso porque o partido pode apoiar a candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à Presidência da República, caso ele receba a bênção de Jair Bolsonaro, enquanto a candidatura de Pacheco serviria, entre outros objetivos, para garantir palanque a Lula em Minas.
PACHECO DE CASA NOVA II
Dois destinos são especulados para Pacheco: o União Brasil — que se federou com o PP, mas está dividido entre lançar candidatura própria, apoiar Bolsonaro ou Lula —, ou o MDB, opção mais confortável para o senador. O MDB, se não apoiar diretamente a reeleição de Lula em 2026, deve ao menos se manter neutro nacionalmente, liberando os estados para composições locais. Há ainda o PSB, do vice-presidente Geraldo Alckmin, mas essa hipótese é considerada menos provável, já que, segundo entendimento de Lula e Pacheco, a chapa para o governo mineiro precisa ser liderada por um partido de centro. Lula, inclusive, teria dado carta branca a Pacheco para formar a chapa como julgar melhor, inclusive abrindo mão da indicação do PT para a vice ou para uma das duas vagas ao Senado, caso isso amplie a coalizão.
SALADA MISTA
Os partidos do Centrão vivem uma verdadeira salada mista. O PSD cogita lançar candidato à Presidência — especula-se os nomes dos governadores Ratinho Júnior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) —, mas dificilmente deixará de apoiar Tarcísio, caso ele se lance, dada a influência de Gilberto Kassab, principal articulador político do governador paulista. No Norte e no Nordeste, no entanto, o PSD está bem alinhado com Lula, cenário semelhante ao do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que deve concorrer ao governo fluminense pelo partido.
SALADA MISTA II
O MDB segue por caminho semelhante. Sem um nome forte para disputar a Presidência, deve liberar seus filiados. No Nordeste, lideranças como Renan Calheiros e o vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior, deverão colocar o partido no palanque de Lula. Nas demais regiões, o cenário é de grande divisão, com tendência, no Sul, de apoio majoritário a um nome do campo bolsonarista.
SALADA MISTA III
A federação PP-União Brasil, que detém quatro ministérios no Governo Lula, também deverá adotar a política da liberação, impulsionada pelas diferenças regionais. Enquanto no Sul e Sudeste a aliança com o bolsonarismo tende a prevalecer, no Norte — sob liderança de Davi Alcolumbre (presidente do Senado) — e no Nordeste, mesmo com movimentos à direita de Ciro Nogueira e ACM Neto, a unificação é improvável. Muitos políticos da federação reconhecem a força histórica de Lula nessas regiões e não querem romper esse vínculo. Ainda tem o fato de o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do União, ter se lançado pré-candidato a presidente.
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