DECEMBER 9, 2022

Laticínio reutiliza água da produção e é exemplo de responsabilidade socioambiental no Norte de Minas

O líquido, que seria descartado, é devidamente tratado e reutilizado em projeto de fertirrigação para o cultivo de milho. Toda a água destinada à agricultura vem da estação, nada é extraído da natureza.

O município de Porteirinha, no Norte de Minas Gerais, é um polo de produção leiteira. O laticínio Nova Esperança se destaca pela sua preocupação ambiental: a empresa instalou uma estação de tratamento para os resíduos gerados, com capacidade de receber 15 mil litros por hora.

O líquido, que seria descartado, é devidamente tratado e reutilizado em projeto de fertirrigação para o cultivo de milho. Toda a água destinada à agricultura vem da estação, nada é extraído da natureza. O sócio e diretor do laticínio, Renan Soares, ressalta que, além de sustentável, a iniciativa é rentável.

O soro do leite ainda é vendido para indústrias de alimentos de alto valor proteico, como bebidas – um mercado em expansão, acrescenta Renan. Parte desse subproduto também é doada, sem qualquer custo, para suinocultores da região.

A empresa é cliente do Banco do Nordeste (BNB) desde o ano da sua criação, 2009, e, de acordo com o gerente da agência Porteirinha, Murilo Barbosa, formam uma relação de parceria em que ganham não só os dois lados, como também a sociedade e o próprio meio ambiente.

“Apoiar negócios ambientalmente responsáveis como o laticínio Nova Esperança é um investimento em um sistema econômico viável a longo prazo. A utilização da água no laticínio, retirada do próprio leite, é uma forma de evitar o consumo de água oriunda de rios e riachos, preservando assim, o meio ambiente”, avalia o gestor. O último contrato celebrado entre a empresa e o BNB foi firmado em maio de 2025, os recursos são para capital de giro.

O laticínio comercializa 200 toneladas de muçarela por mês, o produto carro-chefe. O Nova Esperança também oferece queijos prato, coalho, minas, ricota, manteiga, requeijão e bebidas lácteas. A produção é vendida em Minas Gerais, Bahia e São Paulo.

O diretor Renan conta que por dia são utilizados em média 65 mil litros de leite e em algumas épocas do ano o número chega a 80 mil litros diários. A maior parte é adquirida de bovinocultores de mais de 20 municípios vizinhos. “A pecuária de leite é diferente, ela distribui renda ao invés de concentrar”, define o empresário.

O laticínio Nova Esperança gera 140 empregos diretos e tem planos de expansão para outras regiões do estado. O projeto inclui a aquisição de mais postos de resfriamento de leite, e Renan afirma contar o Banco do Nordeste nessa ampliação. Para ele, as taxas de juros praticadas e o atendimento que recebe são os diferenciais da instituição.

Porteirinha

Porteirinha já foi um polo de produção de algodão, mas uma praga, nos anos 80, dizimou as lavouras. A cidade precisou de se reinventar e caminhou na direção da produção leiteira. Os pecuaristas se organizaram, buscaram capacitação, melhoraram a genética dos rebanhos e encontraram recursos financeiros em condições diferenciadas no Banco do Nordeste.
Em 2024, a agência local do BNB contratou R$ 59 milhões apenas com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). A unidade atende a classe produtiva rural e urbana dos municípios de Botumirim, Cristália, Grão Mogol, Pai Pedro, Porteirinha, Riacho dos Machados e Serranópolis de Minas.

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