ALEXANDRE SILVEIRA
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), concentrou os holofotes políticos neste domingo (1º), em Pirapora, ao inaugurar, ao lado do prefeito Alex Cesar (União Brasil), as obras de reforma do vapor Benjamim Guimarães, viabilizadas pela Prefeitura com recursos da Eletrobras — estatal vinculada ao ministério que ele ocupa no governo Lula. A visita de Alexandre atraiu deputados e prefeitos de diversas correntes políticas da região. Sua movimentação foi típica de pré-candidato. Em 2026, ele deverá voltar às urnas, seja como candidato ao Senado, seja como candidato ao governo de Minas, caso Rodrigo Pacheco não aceite ser o nome do PSD com apoio de Lula e dos partidos da chamada linha progressista.
DEPUTADO EM 2030
Falando no prefeito Alex Cesar, em entrevista ao Pecê Cast — disponível na íntegra nos canais do YouTube e Spotify —, ele declarou que não será candidato a deputado nas eleições de 2026, mas que trabalhará para viabilizar seu projeto de ser parlamentar em 2030, ainda sem definir se disputará uma vaga estadual ou federal. Alex afirmou que pretende concluir seu mandato e cumprir, nas eleições de 2026, os compromissos firmados com deputados que estão ajudando sua gestão com emendas parlamentares e interlocução junto aos governos de Minas e federal.
NILSINHO
Um ex-prefeito da região que trabalha silenciosamente sua pré-candidatura a deputado é Nilsinho, que chefiou o Executivo municipal de Padre Carvalho por quatro mandatos e atualmente responde pela secretaria-executiva da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (AMAMS). Há uma tendência de que Nilsinho se filie ao PL, de Jair Bolsonaro, caso queira disputar a eleição. Conta a seu favor o fato de ser do Alto Rio Pardo, região que reúne municípios como Salinas e Taiobeiras e que anseia por voltar a ter deputados com origem nesse território. Os últimos foram Geraldo Santana e Péricles Ferreira, ambos ex-prefeitos de Salinas. Nas últimas eleições, o atual vice-prefeito de Taiobeiras, Danilo Mendes (União Brasil), foi bem votado, mas terminou como primeiro suplente.
PORTUGAL EM MONTES CLAROS
Nos próximos dias 13 e 14 de junho (sexta e sábado da semana que vem), a Câmara Portuguesa de Comércio promoverá a Semana de Portugal em Montes Claros. Na sexta-feira, haverá uma vasta programação, incluindo reunião com o prefeito Guilherme Guimarães (União Brasil), encontro com associações de comércio e indústria, rodada de negócios, reunião com membros da comunidade portuguesa e um jantar de adesão na Casa Cenarium Eventos (bairro Morada do Sol), com show de Ana Laíns e banda, além da participação do fadista Tarcísio Costa. O encerramento será no sábado, com um café da manhã no Elos Clube, no bairro Todos os Santos. É grande a colônia portuguesa em Montes Claros. Os interessados em participar podem entrar em contato com Jorge Farinha, pelo telefone (38) 99942-4152.
CODEVASF
Embora a oposição ao deputado Paulo Guedes esteja no seu papel de criticar, é importante ressaltar que, desde que a superintendência da Codevasf em Montes Claros foi criada, 100% dos superintendentes nomeados tiveram apadrinhamento político. O que mais apadrinhou foi o ex-prefeito de Montes Claros, Humberto Souto, em sua longa passagem pela Câmara dos Deputados, entre as décadas de 1970 e 1990. Durante os governos militares e as gestões Sarney, Collor e Itamar Franco, Humberto Souto (Arena, PDS e PFL) indicou todos os superintendentes que a Codevasf teve.
CODEVASF II
Os superintendentes mais conhecidos indicados por Humberto foram Roberto Amaral, que depois se elegeu deputado federal, e Ciríaco Serpa de Menezes. Nos primeiros governos Lula, a indicação de Anderson Chaves — atual secretário de Defesa Civil de Montes Claros — coube ao ex-deputado federal Fernando Diniz (MDB). No governo Dilma, o responsável pela nomeação do superintendente foi Saraiva Felipe (MDB), que indicou inicialmente o ex-deputado federal e ex-prefeito de Janaúba, Dimas Rodrigues, e depois o filho de Dimas, Rodrigo. No governo Bolsonaro, o senador Carlos Viana (Podemos) indicou Marcão Câmara, que permaneceu no cargo durante toda a primeira metade do governo Lula III. Agora, Paulo Guedes indicou Romeu Souto para a função. Ou seja, os critérios de hoje são exatamente os mesmos de ontem — e a memória do passado é importante quando se comenta o presente.
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