DECEMBER 9, 2022

Já se vacinou? 72,5% das mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave estão ligados à influenza A

A atualização destaca também a alta de mortalidade de idosos e crianças de até dois anos de idade, respectivamente, devido à doença

Foto: Fábio Marçal

Dados da nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (29), revelam que 72,5% dos óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país estão relacionados à influenza A – vírus causador da gripe. A atualização destaca também a alta de mortalidade de idosos e crianças de até dois anos de idade, respectivamente, devido à doença.

Ao todo, já foram registrados 4.058 óbitos de SRAG, sendo 1.954 (48,2%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 1.722 (42,4%) negativos, e ao menos 98 (2,4%) aguardando resultado laboratorial.

Ainda de acordo com o boletim, já foram notificados 75.257 casos de SRAG, sendo 36.622 (48,7%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 27.275 (36,2%) negativos e ao menos 6.363 (8,5%) aguardando resultado laboratorial.

A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Cientifica da Fiocruz e do InfoGripe, ressalta a importância da vacinação diante do atual cenário epidemiológico – que tem como objetivo reduzir as complicações, internações e mortes decorrentes das infecções pelo vírus da influenza.

Ela reforça que é fundamental levar as crianças, os idosos e outros grupos prioritários para se vacinarem contra o vírus. “A vacina ainda leva por volta de uns 15 dias para fazer efeitos, então quanto antes esse grupo tomar a vacina, melhor”, observa.

Vacinação ainda está abaixo da meta

De acordo com dados do Ministério da Saúde, até o dia 28 de maio a cobertura vacinal do Brasil para o público alvo (crianças, gestantes e idosos) havia alcançado a marca de 33,07% – número longe da meta de 90% estabelecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Do total de vacinas aplicadas, cerca de 310 mil foram destinadas aos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, que incluem crianças de 6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias (30,9%), idosos com 60 anos ou mais (53,7%) e gestantes (24%).

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