DECEMBER 9, 2022

FATOS & DETALHES

Pecê Almeida Júnior é jornalista e publicitário

TROCA NA CODEVASF

Confirmando o que já havíamos antecipado há semanas nesta coluna, a Superintendência Regional da Codevasf em Montes Claros tem novo superintendente: Romeu Souto, que até então respondia pela superintendência da autarquia em Belo Horizonte. Trata-se, na prática, de uma vitória pessoal do deputado federal Paulo Guedes (PT), responsável pela indicação e que, desde o início do terceiro governo Lula, buscava nomear o chefe da Codevasf em Montes Claros. O antigo superintendente regional, Marcão Câmara, deverá assumir a vaga de Romeu em Belo Horizonte. A Codevasf de Montes Claros é considerado o principal cargo do governo federal no Norte de Minas.

APOIO DA BANCADA

Ao contrário do que vem sendo especulado, a indicação de Romeu Souto para a superintendência da Codevasf em Montes Claros não tem absolutamente nenhuma relação com as eleições internas do PT em Minas Gerais. Essa negociação começou ainda em 2023, logo após Lula assumir, e contou com o respaldo de todos os deputados federais da bancada do PT na Câmara dos Deputados, que entendiam ser de Paulo Guedes o direito à indicação. Detalhe: tradicionalmente, a prerrogativa de indicar cargos federais, em qualquer governo, é da bancada federal, sem influência de deputados estaduais. Num primeiro momento, prevaleceu o entendimento, junto a líderes do Centrão, de manter Marcão Câmara, oriundo do governo Bolsonaro, na Codevasf de Montes Claros. Como forma de não frustrar os deputados do PT, especialmente Paulo Guedes — majoritário do partido no Norte de Minas —, criou-se a superintendência de BH.

PAULO PERSISTIU

Mesmo com a criação da superintendência de Belo Horizonte, Paulo Guedes continuou articulando pela nomeação de seu indicado à superintendência de Montes Claros, que proporciona um atendimento mais próximo à sua base eleitoral. Com a evolução das votações na Câmara dos Deputados e o redesenho político da base do governo Lula no Congresso, ao longo dos dois primeiros anos de seu terceiro mandato, entendeu-se que a troca seria apropriada. Ou seja: em vez de atender Paulo Guedes com a superintendência de Belo Horizonte, optou-se por atender o Centrão com a Codevasf da capital mineira. Inclusive, até a presidência da Codevasf será trocada. Nos próximos dias, num movimento apadrinhado pelo novo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), deverá ser confirmada a substituição do atual presidente, Marcelo Moreira — no cargo desde o governo Bolsonaro —, por Lucas Felipe de Oliveira, atual gerente-executivo de Estratégia e Finanças do órgão.

PACHECO MONITORADO

Segundo divulgou a revista Veja nesta quinta-feira (29), o ex-subsecretário de Segurança Pública do governo Romeu Zema, coronel Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, teria feito anotações sobre a rotina do senador Rodrigo Pacheco (PSD), como parte de um suposto plano de assassinato do parlamentar. Foram encontrados rascunhos na agenda do militar, que é alvo da Operação Sisamnes, deflagrada pela Polícia Federal, a qual apura a atuação de um grupo autodenominado “Comando de Caça aos Comunistas, Criminosos e Corruptos”. O ex-subsecretário seria um dos líderes dessa organização, que, segundo a PF, mantinha uma tabela com valores supostamente estipulados para assassinatos: R$ 50 mil para pessoas comuns, R$ 100 mil para deputados e R$ 250 mil para senadores. O coronel Etevaldo permaneceu no governo Zema até setembro de 2019, no primeiro ano da atual administração estadual.

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