CULTURA
Na solenidade de inauguração do Circuito dos Conhecimentos, nesta segunda-feira (28), na Unimontes, o prefeito de Montes Claros e professor licenciado da Universidade, Guilherme Guimarães (União Brasil), trouxe duas importantes notícias para a cultura local. A primeira é que a Prefeitura vai aportar 2,5 milhões de reais — cumprindo compromisso assumido pelo ex-prefeito Humberto Souto — nas obras do Teatro José Geraldo de Freitas Drumond, que está sendo construído pela Unimontes e cuja inauguração está prevista ainda para este ano. O valor será utilizado para a aquisição de equipamentos de sonorização e climatização.
CULTURA II
A segunda notícia é que Montes Claros, além do tradicional 3 de julho, passará a comemorar seu aniversário também na data correta: 13 de outubro. A escolha remete a 13 de outubro de 1831, quando o município foi criado com o nome de Montes Claros de Formigas e conquistou sua independência administrativa, elegendo no ano seguinte sua primeira Câmara Municipal e seu primeiro agente executivo (cargo equivalente ao de prefeito). Guilherme destacou que essa data foi identificada por meio de pesquisa científica realizada por professores da Unimontes. O teatro da Universidade — que será o primeiro teatro da história da cidade — deverá ser inaugurado, conforme anunciaram o prefeito e o reitor Wagner Santiago, no dia 13 de outubro, nas comemorações dos 194 anos de fundação de Montes Claros.
PEC DE ARLEN
Na semana passada, comentei aqui que, por estar vinculado à Secretaria de Estado da Educação, o Hospital Universitário da Unimontes não pode receber emendas parlamentares do Orçamento do Ministério da Saúde ou da Secretaria de Estado da Saúde. Para corrigir essa situação, o deputado estadual Arlen Santiago (Avante) apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição Mineira (PEC). Atualmente, a distorção é grave: o único hospital 100% SUS de Montes Claros — que, junto à Santa Casa, atende casos de urgência e emergência ortopédica — não pode receber emendas da área da saúde. Que essa PEC seja aprovada com urgência pelos deputados.
LEI FLORESTAL
Outra situação que os deputados estaduais precisam rever com urgência é a legislação florestal mineira, que, diferentemente da lei federal, permite que a compensação pelo corte de árvores em construções ou projetos agropecuários seja feita em dinheiro, e não apenas com o plantio de novas árvores, como exige a norma federal. Hoje, a multa por árvore cortada gira em torno de apenas 5 reais. Assim, um empreendedor autorizado a cortar 500 árvores pode compensar o Estado com o pagamento de apenas R$ 2,5 mil. Esse valor vai para um fundo ambiental estadual e não necessariamente é aplicado na recomposição da área desmatada. Trata-se de um valor extremamente baixo diante do prejuízo ambiental causado.
TROCA NA CODEVASF
Está ganhando força o boato de que haverá, em breve, uma troca no comando das superintendências mineiras da Codevasf. O superintendente de Montes Claros, Marcos Câmara, o Marcão, seria transferido para Belo Horizonte, enquanto o atual superintendente da capital, Romeu Souto, viria para Montes Claros. Caso a movimentação se concretize, será uma importante vitória política do deputado federal Paulo Guedes (PT), responsável pela nomeação de Romeu em Belo Horizonte e que agora pretende trazê-lo para a superintendência que detém maior orçamento e capacidade de articulação junto a prefeitos e lideranças do Norte de Minas.
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