DECEMBER 9, 2022

Ex-namorado planejou e executou feminicídio em supermercado de Montes Claros

O laudo de necropsia confirmou que a vítima foi atingida por 15 facadas e morreu rapidamente ainda no local

Foto: Larissa Durães

A Polícia Civil concluiu o caso de feminicídio ocorrido em Montes Claros, onde um homem de 22 anos matou sua ex-namorada de 20 anos, em um supermercado, no dia 17 de janeiro deste ano, após meses de ciúmes e violência. O laudo de necropsia confirmou que a vítima foi atingida por 15 facadas e morreu rapidamente ainda no local, evidenciando a crueldade da ação.

A vítima, que havia terminado o relacionamento em novembro de 2024, por agressões anteriores, estava ciente do risco de morte, tendo até deixado uma carta de despedida para a mãe que foi encontrada três dias após a sua morte. “Algumas testemunhas informaram que a vítima sabia que corria risco de morte, o que reforça que o crime foi premeditado e planejado”, relata a delegada da Polícia Civil, Francielle Drumond.

O autor, que havia sido controlador e agressivo após a vítima começar a trabalhar, premeditou o crime, chegando ao local com uma faca e uma pistola, que posteriormente foi constata ser de airsoft (falsa).

“Após ser pego e ouvido, ele não demonstrou arrependimento e diz que agiu por ódio e que premeditou o crime “, afirmou a delegada.

“Infelizmente a vítima não denunciou, não procurou a polícia, mesmo temendo a morte, mas uma testemunha amiga da vítima disse que ela tinha muito medo dele e de que ele acabasse agredindo a família, por isso não fez nada”, contou a delegada.

A polícia prendeu o autor em flagrante e concluiu o inquérito, encaminhando-o ao Ministério Público. O autor foi indiciado por feminicídio, crime que desde outubro de 2024 é considerado autônomo e prevê pena de 20 a 40 anos de prisão.

A delegada reforçou a importância das medidas protetivas e da denúncia de comportamentos abusivos para prevenir feminicídios. “Dados oficiais demonstram que a maioria dos feminicídios que ocorreram no estado de Minas Gerais, mais de 90%, a mulher não tinha medida protetivas.  Se tivesse, a partir do momento que é concedido a medida protetiva, a uma fiscalização, a um monitoramento tanto da vítima quanto do autor. E em caso de descumprimento dessa medida protetiva, é caso de prisão preventiva. Então a polícia passa a ter um olhar diferenciado para essa vítima, impedindo assim que o autor chegue perto dela”, explica Drumond.

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