PROBLEMAS HISTÓRICOS
Nos últimos anos da administração do prefeito Humberto Souto, a própria Prefeitura fazia questão de destacar constantemente que havia muito dinheiro em caixa. Com a mudança de gestão, há menos de um mês, é esperado que esses recursos ainda estejam disponíveis nas contas da administração municipal sob o governo Guilherme Guimarães. Entretanto, é incompreensível que, apesar de tanto dinheiro disponível, alguns problemas históricos de Montes Claros permaneçam sem solução.
PROBLEMAS HISTÓRICOS II
Um dos exemplos mais emblemáticos é o Mercado Municipal. Há muitos anos — e não é de hoje — a população reclama, com razão, da situação precária dos banheiros, da falta de padronização das barracas, das condições do piso, da insuficiente ventilação e do problema de estacionamento, entre outros. Já assisti a várias reformas no Mercado, mas, pouco tempo depois, os velhos problemas retornam. O que precisa ser feito para garantir uma reestruturação realmente eficiente e duradoura? Essa é uma questão que a Prefeitura precisa resolver. Não é aceitável que um ponto tão relevante para a cidade continue nessa situação.
PROBLEMAS HISTÓRICOS III
Outro problema aparentemente insolúvel é a urbanização da Lagoa do Interlagos. Não sei quantas vezes já li notícias sobre uma verba liberada, fruto de emenda do deputado Tadeuzinho (MDB), destinada ao local. Com ou sem essa emenda, essa é uma questão que já deveria ter sido enfrentada pela Prefeitura há muito tempo. O Interlagos é um dos principais pontos turísticos de Montes Claros, mas, infelizmente, está abandonado há décadas. Não é admissível que reestruturar o espaço seja um desafio tão grande. Cidades menores, com menos arrecadação, conseguem desenvolver projetos semelhantes, mas, aqui, ano após ano, o Interlagos continua sendo negligenciado.
ASSESSORIA MAIS ATENTA
É compreensível que o prefeito Guilherme Guimarães não consiga lidar com todas as demandas sozinho, mas é imprescindível que seus assessores mais próximos sejam sensíveis às grandes questões da cidade e o orientem adequadamente. Um exemplo claro foi o falecimento de dona Marina Lorenzo Fernandez, que não resultou em decreto de luto oficial por parte da Prefeitura. Considerando que dona Marina foi a fundadora do Conservatório Estadual Lorenzo Fernandez, um dos marcos mais importantes na história de Montes Claros, sua perda certamente merecia esse reconhecimento. Se seu falecimento não justificou luto oficial, é difícil imaginar o que justificaria. O início de governo pode ser uma justificativa para esse lapso, mas ainda há tempo para corrigir essa rota.
MCTRANS
Outra questão urgente é o reduzido número de agentes da MCTrans para o trânsito de Montes Claros. Atualmente, mesmo com todos trabalhando (desconsiderando férias ou afastamentos médicos), a cidade conta com apenas 40 agentes, divididos em três turnos. Isso equivale a apenas 13 agentes por turno, número claramente insuficiente para atender a quinta cidade mais populosa de Minas Gerais, com a sexta maior frota de veículos do estado. Há muitos pontos críticos onde agentes deveriam organizar o trânsito em horários de pico, e esse número está longe de atender à demanda. O último concurso para preenchimento de vagas na MCTrans aconteceu há 11 anos, em 2014, e o recente concurso administrativo da Prefeitura não contempla a empresa.
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